Ahmadinejad propõe bloco econômico entre países do Cáspio

Presidente iraniano insiste em cooperação e rechaça presença militar estrangeira na região

Efe,

16 de outubro de 2007 | 10h11

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, propôs nesta terça-feira, 16, a criação de uma associação com fins econômicos entre os cinco países banhados pelo Mar Cáspio, que realizam uma cúpula em Teerã.  Veja também:Putin chega ao Irã para negociar programa nuclear O governante iraniano lançou sua proposta no discurso que ofereceu aos presentes na inauguração da conferência, incluindo o presidente russo, Vladimir Putin, que chegou esta manhã ao Irã. "A promoção da cooperação entre os países do Cáspio servirá à paz e à segurança na região", disse Ahmadinejad. A segunda cúpula dos cinco países banhados pelo Cáspio tem como principal objetivo buscar um regime legal apropriado para este mar, que guarda uma das maiores concentrações de petróleo do mundo.  Ahmadinejad assegurou que o Cáspio uniu os cinco países (Rússia, Irã, Azerbaijão, Casaquistão e Turcomenistão), que têm posições cada vez mais próximas, e acrescentou que a atmosfera nas reuniões é de entendimento. "Do ponto de vista econômico, o Cáspio conta com um grande potencial. Os cinco países da região têm cerca de 250 milhões de habitantes, com grandes fontes de riqueza que lhes permitem ampliar a cooperação", disse. "A proposta da República Islâmica do Irã é definir e criar uma associação com propósitos econômicos para estimular a cooperação comercial e econômica entre os países", acrescentou. Segundo o líder iraniano, o mar Cáspio está situado em um ponto importante de passagem do norte ao sul, o que fornece uma base sólida para ampliar a cooperação. Ahmadinejad também insistiu na necessidade de cooperar no âmbito da segurança e da estabilidade, com o propósito de impedir que países alheios tenham presença militar na região. "O Cáspio é um mar fechado que pertence aos países de suas margens, portanto unicamente as embarcações militares destes países têm direito de utilizá-lo", disse Ahmadinejad, que acrescentou que a região necessitará de um organismo regional num futuro próximo.

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