Ahmadinejad tem orgulho de causar raiva ao negar o Holocausto

Iraniano voltou a afirmar que massacre de judeus é mito forjado para justificar ocupação de terras palestinas

21 de setembro de 2009 | 09h47

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta segunda-feira, 21, que está "orgulhoso" de ter provocação reações de indignação e raiva na comunidade internacional por seus comentários negando a existência do Holocausto. "A cólera dos assassinos profissionais é um orgulho para nós", afirmou o líder iraniano em declarações citadas pela agência oficial Irna.

 

O comentário de Ahmadinejad foi feito um dia antes de sua viagem a Nova York (EUA) para a Assembleia Geral da ONU, onde ele deve ressaltar, em discurso, uma "mensagem de paz e fraternidade", segundo afirma Teerã.

 

Na última sexta-feira, ele aproveitou as comemorações do Dia de Jerusalém, em que iranianos apoiam a causa palestina, e voltou a questionar que o Holocausto tenha ocorrido. Segundo Ahmadinejad, o Holocausto foi forjado por Israel como um pretexto para ocupar terras palestinas. "É uma mentira, um mito", afirmou o líder iraniano, acrescentando que "mesmo se o massacre fosse verdade" ele teria ocorrido na Europa, então não haveria razão para compensar os judeus com terras árabes.

 

Segundo a Irna, Ahmadinejad discursará na Assembleia da ONU na quarta-feira, e a mensagem mais importante que levará neste ano é a de paz e fraternidade para todas as nações.

 

O Irã não reconhece a existência de Israel, e Ahmadinejad já afirmou em várias oportunidades que o país Hebreu deveria ser "varrido do mapa". No domingo, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o "câncer sionista corrói" o mundo islâmico.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelIrã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.