Ahmadinejad volta a criticar Israel e denuncia 'limpeza étnica'

Presidente iraniano afirma que criminosos israelenses devem ser levador à Justiça por genocídio de palestinos

REUTERS

22 de abril de 2009 | 09h48

O presidente do Irã acusou Israel nesta quarta-feira, 22, de promover "ações brutais" e "limpeza étnica" contra os palestinos, dois dias após ter denunciado o Estado judeu como racista durante um encontro nas Nações Unidas sobre racismo. Mahmoud Ahmadinejad disse em uma conferência em Teerã que Israel cometeu "genocídio e crimes de guerra" em Gaza e que os "criminosos" israelenses deveriam ser levados à Justiça pela guerra na costa palestina em janeiro.

 

Ahmadinejad disse que o Irã, arqui-inimigo de Israel, entrou com pedidos de prisão contra 25 "criminosos de guerra sionistas" à Interpol. O país frequentemente refere-se a Israel como um "regime sionista". O Irã já anunciou previamente que levou o processo à Interpol. "(Eles) devem ser presos para se responsabilizar por toda a sua brutalidade", disse Ahmadinejad em um encontro de promotores públicos de países islâmicos em um discurso transmitido ao vivo de uma emissora estatal de televisão.

 

"A República Islâmica do Irã (...) espera que esta organização cumpra seus deveres legais", disse em comentários traduzidos pela TV em língua inglesa do Irã. "O cerco e o assassinato em massa dos palestinos em Gaza e a limpeza étnica em outras áreas ocupadas são todos considerados como outros crimes cometidos pelo regime sionista", acrescentou Ahmadinejad.

 

Em uma conferência das Nações Unidas sobre racismo na segunda-feira, o presidente iraniano, que no passado levantou dúvidas sobre o holocausto nazista, denunciou Israel como um "governo totalmente racista" que tira vantagens "sob o pretexto do sofrimento dos judeus". As observações de Ahmadinejad levaram não somente os países europeus o boicote a conferência em sinal de desaprovação, como também arrancou aplausos de delegações islâmicas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na terça-feira condenou seus comentários como "espantosos e censuráveis".

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