Ainda não há consenso com EUA sobre assentamentos, diz Israel

Segundo Netanyahu ambos os lados ainda tentam chegar a uma acordo

AP

07 de abril de 2010 | 12h14

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel disse nesta quarta-feira, 7, que ela ainda não chegou a um consenso com Washington sobre a construção de casas na área em disputa no leste de Jerusalém, sinalizando que o impasse para dar prosseguimento às negociações de paz no Oriente Médio continua.

 

Benjamin Netanyahu disse que ambos os lados ainda tentam achar uma solução, mas defende a construção contenciosa, que tem sido o centro do impasse, dizendo que esta é uma política Israelense de longa data.

 

"Há coisas com as quais concordamos, coisa com as quais não concordamos, e outra em que estamos chegando a um consenso. Estamos nos esforçando", disse Netanyahu sobre as negociações com os Estados Unidos. Em uma conferência de imprensa, o primeiro-ministro chamou a atenção para as realizações de seu primeiro ano de mandato.

 

Os Estados Unidos vêm pressionando Israel para parar as construções no leste de Jerusalém, um setor da cidade santa reclamada pela Palestina. Israel considera toda a Jerusalém como sua capital.

 

A disputa se transformou em uma crise no mês passado quando Israel anunciou planos de construir 1.600 casas para judeus no leste de Jerusalém durante a visita do vice-presidente americano Joe Biden. O anúncio enfureceu os americanos, que demandaram que o projeto fosse cancelado e clamaram pelo recomeço das negociações de paz.

 

Netanyahu acusou a mídia de tornar o desacordo desproporcional.

 

"O que está sendo publicado não é o que está sendo falado", disse ele. "Aparentemente, a discussão entre nós é mais séria e mais centrada do que é geralmente creditada."

 

Apesar de meses conversas diplomáticas com os EUA, os palestinos se recusaram a recomeçar as negociações de paz até Israel parar com todas as construções na Cisjordânia e leste de Jerusalém - áreas anexadas por Israel em 1967 e que palestinos querem como parte de seu futuro estado.

 

Netanyahu, que lidera o partido ultraconservador Likud, tomou posse em março de 2009 com a promessa de que ele iria tomar uma postura diferente em relação às negociações de paz do que a tomada por se predecessor Ehud Olmert.

 

As negociações foram interrompidas nos últimos dias do mandato de Olmert, depois de Israel lançar uma ofensiva militar para interromper o lançamento de foguetes vindos da Faixa de Gaza.

 

Os palestinos continuam cautelosos em relação a Netanyahu, que removeu dezenas de postos de controle militar bloqueios nas ruas na Cisjordânia para ajudar a revitalização da economia palestina. Ele também endossou o conceito da independência Palestina ano passado, apesar de que as condições são tidas como inaceitáveis para os palestinos.

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