Al-Maliki confirma a existência de um plano para assassinar Allawi

Líder da al-Iraqiya já havia pedido proteção a forças de segurança americanas há dois dias

Efe

22 de junho de 2010 | 12h57

BADGÁ - O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, confirmou nesta terça-feira, 22, que existe um plano para assassinar o líder da coalizão al-Iraqiya, Iyad Allawi, cuja coalizão saiu ganhadora nas últimas eleições gerais celebradas em 7 de março.

 

Al-Maliki declarou em uma conferência de imprensa em Bagdá que conhece a existência de um plano "que tem como objetivo" o presidente da aliança política al-Iraqiya e um dos possíveis aspirantes a substitui-lo como primeiro-ministro.

 

O chefe do executivo explicou que o Ministério da Defesa comunicou a existência deste plano a Allawie se comprometeu a outorga-lhe a proteção necessária.

 

Nesse sentido, al-Maliki destacou que é "algo natural" que se disponha proteção a qualquer personalidade exposta a ameaças.

 

Por outro lado, mostrou seu descontentamento com as acusações feitas contra seu governo que apontam que o próprio executivo está por trás das ameaças contra personalidades políticas.

 

Allawirevelou há dois dias e uma entrevista ao jornal britânico The Times que tem recebido ameaças de morte, e que devido a esta situação pediu uma maior proteção das forças americanas, que intensificaram as medidas de segurança ao redor de sua residência.

 

Ao mesmo tempo, o dirigente político pôs em dúvida a efetividade das medidas de proteção que adotaram os corpos de segurança iraquianas. No último dia 24 de maio, um deputado da coalizão al-Iraqiya morreu por disparos de insurgentes em Mosul, a 400 km ao norte de Bagdá.

 

O Iraque se encontra mergulhado na incerteza política depois que a al-Iraqiya ganhou as eleições parlamentares sem conseguir o número suficiente de assentos para governar com maioria absoluta.

 

Tanto al-Maliki como Allawi creem que possuem prioridade para tentar formar o governo, o primeiro pela coalizão criada com a Aliança Nacional Iraquiana, e o segundo por ser o partido com maior número de assentos na Câmara, 91 de 325 frente aos 89 obtidos por al-Maliki.

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