Al-Maliki nega que vários candidatos se apresentem ao cargo de premiê

Resultado apertado nas eleições Legislativas complica escolha de um novo Executivo no Iraque

Efe

21 de junho de 2010 | 12h41

BAGDÁ - O primeiro-ministro em função no Iraque, Nuri Al-Maliki, rechaçou a ideia de que a plataforma xiita composta por seu grupo e o de Amar a Hakim apresente vários candidatos para o cargo de primeiro-ministro do novo governo.

 

Segundo um comunicado oficial difundido nesta segunda-feira, 21, Al-Maliki expressou esta postura durante uma reunião que manteve a noite com o presidente iraquiano Yalal Talabani.

 

"A ideia de acudir ao Conselho de Deputados (Parlamento) com vários candidatos e apresentá-los aos outros blocos não pode ser aceita porque viola a Constituição", assegurou Al-Maliki.

 

A plataforma composta pelas coalizões Estado de Direito, de Al-Maliki, e a Aliança Nacional Iraquiana (ANI), encabeçadas por Al-Hakim, formou um comitê para chegar a um acordo sobre o candidato que apresentará para ocupar o posto de primeiro-ministro.

 

Entretanto, não se reuniu até o momento por discrepâncias sobre sua legalidade.

 

Por sua parte, Al-Hakim antecipou no último dia 10 que as duas coalizões estudavam "a ideia de propor mais de um candidato de cada plataforma e apresentá-los à opinião nacional", e que o que gozasse de um apoio majoritário entre is deputados seria o candidato oficial.

 

Ainda que no último dia 14 se constituiu o novo Parlamento iraquiano saído das urnas nos pleitos legislativos de 7 de março, parece que está longe um acordo entre as forças políticas para a formação de um novo Executivo, devido aos resultados apertados das eleições.

 

Enquanto que a coalizão ganhadora "Al Iraqiya", do ex-premiê Ayad Alaui, ficou em primeiro lugar com 91 dos 325 assentos do Parlamento, o grupo de Al-Maliki obteve 89 assentos e a ANI 70.

 

Pese a sua aliança, o Estado de Direito e a ANI reúnem somente 159 legisladores, quatro assentos a menos do que a maioria absoluta.

 

Tanto Al-Maliki como Alaui creem que têm prioridade para tentar formar governo, primeiro pela aliança fechada com a ANI e o segundo por ser o partido com maior número de assentos na Câmara.

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