Al-Qaeda assume autoria de atentado contra centro do Exército do Iraque

Ataque, que deixou 48 mortos e mais de cem feridos, é considerado 'uma conquista' pelo grupo

Efe

20 de agosto de 2010 | 09h26

Recrutas feridos na explosão de Bagdá

 

BAGDÁ - O grupo Estado Islâmico do Iraque, liderado pela organização terrorista Al-Qaeda, assumiu nesta sexta-feira, 20, a autoria do atentado realizado na última terça contra um centro de alistamento em Bagdá, no qual morreram 48 recrutas do Exército iraquiano.

 

Veja também:

especialLinha do tempo: Os sete anos da guerra do Iraque

especialInfográfico: As franquias da Al-Qaeda

 

Em comunicado publicado em uma das páginas da internet utilizadas habitualmente pelo grupo, os terroristas afirmam que, com o ataque, tiveram "uma nova conquista". "O último atentado foi cometido por um herói que detonou um cinto carregado de explosivos contra alguns xiitas", explica a nota.

 

Neste ataque, um dos mais sangrentos deste ano, morreram 48 pessoas, enquanto outras 127 ficaram feridas, segundo o Ministério do Interior iraquiano. O terrorista suicida detonou o cinto entre centenas de jovens que esperavam turno para alistamento nas Forças Armadas, no centro de Bagdá. "O homem saltou as barreiras de segurança e invadiu um dos quartéis de operações do Exército, que pertence ao Ministério da Defesa", acrescenta o comunicado.

 

Um porta-voz das forças de segurança de Bagdá, general Qassim Atta, já havia atribuído o ataque à rede extremista. "As marcas da Al-Qaeda estão muito claras neste ataque", avaliou Atta na terça-feira. "Você pode ver pelo cronograma, as circunstâncias, o alvo e o estilo do ataque - toda a informação indica que a Al-Qaeda está por trás disso."

 

A reivindicação acontece um dia depois que as últimas tropas de combate dos Estados Unidos saíram do Iraque, onde permanecerão 50 mil soldados americanos para trabalhos de estabilidade, assessoria, capacitação e apoio às Forças de Segurança iraquianas.

 

Nos últimos meses houve um aumento da violência, que causou um grande aumento do número de vítimas mortais em julho, quando foram registradas 535 mortes, em comparação com as 284 de junho.

 

O Estado Islâmico do Iraque reivindicou no último ano vários ataques, a fim de passar uma mensagem sobre sua força. Em 29 de julho, o grupo assumiu a responsabilidade pelo atentado com carro-bomba contra a sede do canal de televisão Al-Arabiya, em Bagdá, que causou pelo menos quatro mortes e deixando 20 feridos.

 

O grupo também assumiu a autoria de dois dos atentados contra os Conselhos de Salvação (entidades governistas), que no último dia 18 de julho causaram 47 mortes em duas localidades a oeste da capital.

Tudo o que sabemos sobre:
Iraqueal-Qaedaatentadoviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.