Al-Qaeda lança vídeos para download de telefones celulares

Mensagens de Osama bin Laden e da facção terrorista são distribuídas para cópia dos aparelhos móveis

Associated Press,

06 de janeiro de 2008 | 15h50

As mensagens em vídeo de Osama bin Laden e Ayman al-Zawahri, número dois da facção islâmica Al-Qaeda, agora podem ser baixadas para telefones celulares, como parte de seus esforços para ampliar a sua influência.   O anúncio foi feito pela as-Sahab, braço midiático do grupo terrorista. No sábado, oito vídeos já divulgados anteriormente já foram disponibilizados, incluindo o recente tributo ao ex-líder do grupo morto pelas forças iraquianas em junho de 2006, Abu Musab al-Zarqawi. "O grupo midiático da elite jihadi apresenta em primeira mão os vídeos da al-Sahab para download de celulares", a facção anunciou.   Ben Venzke, presidente da agência de contra o terrorismo IntelCenter, grupo americano que monitora a divulgação de mensagens terroristas na web, afirmou que esta não é a primeira vez que a al-Sahab lançou vídeos para telefones celulares. Ele afirmou que o grupo divulgou já os divulga há anos, mas que entre setembro e dezembro, algumas mensagens não foram transformadas no arquivo para telefonia móvel.   "Eles devem apenas estar preenchendo algumas lacunas, ou apenas tentando lançar algo que já faziam anteriormente", Venzke declarou em um e-mail para a Associated Press.   Com uma mensagem escrita de introdução para a nova versão para telefones celulares, al-Zawahri, considerado como o número dois da organização, pede que os seguidores espalharem as mensagens para grupos terroristas.   Aparelhos celulares capacitados para download de vídeos estão se tornando incrivelmente populares no Oriente Médio. Os arquivos são transmitidos de um telefone para outro por meio do Bluetooth - tecnologia sem fio baseada no infravermelho.   Imagens da execução do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foram distribuídas em vídeos para celulares. No Egito, cenas brutais da polícia fazendo uso de técnicas de tortura também foram transmitidas. Porém, os vídeos distribuídos pela Al-Qaeda exigem grande capacidade de armazenamento do aparelho.

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