Al-Qaeda nega morte de membros da rede em ataque no Iêmen

Na nota postada em um site, grupo terrorista acusa o regime do Iêmen de manipular informações sobre ataques

Efe,

18 de janeiro de 2010 | 09h26

A Al-Qaeda na Península Arábica negou nesta segunda-feira, 18, a morte de vários militantes, entre eles seu líder, Qasim al-Rimi, suposto cérebro do ataque que matou oito turistas espanhóis em 2007. Em comunicado colocado em um site que o grupo terrorista normalmente utiliza para reivindicar atentados, a Al-Qaeda afirma que só "vários membros foram ligeiramente feridos no ataque aéreo".

 

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Na sexta-feira passada, o Iêmen informou sobre a morte do chefe militar da Al-Qaeda na Arábia, Qasim al-Rimi, e de Amar Abada al-Waeli, supostos responsáveis do atentado que, em 2 de julho de 2007, matou oito turistas espanhóis. Segundo fontes oficiais do país árabe, estes dois membros da Al-Qaeda e outros quatro morreram em um ataque aéreo contra dois veículos realizado na sexta-feira passada entre as províncias de Saada e Jof, mortes que o grupo terrorista negou nesta segunda-feira.

 

"Queremos garantir à nação islâmica que nenhum de nossos 'mujahedins' morreu no ataque, só algum irmão ficou ferido ligeiramente", segundo o comunicado.

 

Na nota, a Al-Qaeda acusa o regime do Iêmen de mentir quando informa de suas operações contra militantes do grupo terrorista. "Com seus anúncios (de mortos nas operações antiterroristas), o agente do Governo do Iêmen quer dar a Obama e a Brown uma prova de sua suposta vitória diante da conferência em Londres", afirma.

 

O comunicado se referia ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e à conferência sobre o Iêmen, programada para o final do mês em Londres, organizada por estes dirigentes políticos.

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Finalmente, a Al-Qaeda faz uma chamada à guerra santa "por terra, ar e mar, já que os navios dos infieis estão no Golfo de Áden", em referência à presença de navios de guerra que lutam contra a pirataria perto das águas do Iêmen.

 

Em agosto de 2007, também foi anunciada a morte de Rimi em um enfrentamento com as forças de segurança, uma informação que depois foi desmentida.

 

Nas últimas semanas, foram detidos vários supostos membros da Al-Qaeda em diferentes províncias do país, dentro de várias operações de segurança.

 

O Governo de Sana intensificou recentemente sua campanha contra esse grupo terrorista, depois que, em 25 de dezembro, um jovem nigeriano tentou atentar contra um avião com destino aos EUA, após ter visitado o Iêmen.

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