Al-Qaeda no Iraque está enfraquecida, mas não destruída

General aponta a 'capacidade impressionante de se regenerar' após a perda de líderes importantes

Reuters,

16 de outubro de 2007 | 09h12

Os militares dos Estados Unidos enfraqueceram, mas não destruíram a Al-Qaeda no Iraque, segundo disse o comandante dos fuzileiros navais americanos, general James Conway, na segunda-feira, 15.   Segundo a edição do jornal Washington Post do início da semana, militares dentro das Forças Armadas dos já considerariam declarar uma vitória sobre o grupo. Segundo a reportagem, parte dos militares "acredita ter lançado golpes devastadores e talvez irreversíveis contra a Al-Qaeda". Como indicativo disto, o jornal cita uma queda no número de atentados com homens-bomba - "a assinatura do grupo" - neste ano, e a redução do fluxo de combatentes da Síria para o Iraque.   "Acho que eles foram significativamente enfraquecidos", disse Conway após discursar no Center for a New American Security. "Acho que essa é a palavra justa. Não diria destruída, não diria eliminada", acrescentou.   Conway disse que os militares americanos fizeram grandes progressos nos últimos meses na província de Anbar, a oeste de Bagdá. O local já foi um reduto da Al-Qaeda e o mais perigoso para tropas norte-americanas no país.   O general disse que a província está muito mais segura atualmente, graças, em parte, à colaboração com moradores locais no fornecimento de informações de inteligência e do trabalho de forças especiais que têm a Al-Qaeda como alvo.   Porém, Conway enfatizou que elementos do grupo terrorista mostraram uma "capacidade impressionante de se regenerar" e promover operações sofisticadas, mesmo depois de perder líderes importantes. "Eles estão enfraquecidos? Sim. Eles ainda são perigosos? Absolutamente, e certamente eles não estão destruídos", disse o general.

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