Al-Qaeda no Iraque forma batalhões de homens-bomba

Anúncio é tentativa de conter relatos sobre o enfraquecimento dos grupos insurgentes, dizem militares

Agência Estado e Associated Press,

04 de setembro de 2007 | 11h40

Uma coalizão de grupos insurgentes sunitas que inclui a Al-Qaeda no Iraque anunciou nesta terça-feira, 4, que está formando vários batalhões para intensificar ataques suicidas contra alvos dos EUA e do governo iraquiano.   Num comunicado divulgado num site na internet, o Estado Islâmico do Iraque disse que seu "Ministério da Guerra" decidiu formar batalhões especiais de militantes buscando o martírio "para destroçar os bastiões dos cruzados e de seus séquitos renegados" no Iraque.   "Esses batalhões, com a ajuda de Deus, irão cumprir seus deveres de excelente forma durante o mês do Ramadã e os inimigos de Deus sofrerão muito", afirma o comunicado. No último Ramadã, a Al-Qaeda também exortou seus seguidores a intensificar ataques contra forças dos EUA.   Desde a invasão americana de 2003, os meses de Ramadã registraram um aumento na violência - especialmente ataques suicidas - já que extremistas islâmicos acreditam que os que morrem em combate por uma causa sagrada durante o período é especialmente abençoado. O próximo Ramadã começará em meados deste mês.   O comunicado acrescenta que "a maioria daqueles que buscam o martírio nesses batalhões abençoados serão irmãos (da província) de Anbar".   O anúncio parece ser uma tentativa de conter o que os militantes consideraram "relatos na mídia de que os mujahedin (combatentes sagrados) foram enfraquecidos e seus ataques contidos." Em sua visita-surpresa na última segunda ao Iraque, o presidente George W. Bush visitou uma base aérea na província de Anbar e apontou avanços na segurança na região como exemplo para toda sociedade iraquiana.   Os militares americanos afirmam que líderes tribais sunitas, revoltados com intenções de monopolizar o poder e impor um estilo de vida extremado islâmico, voltaram-se contra a Al-Qaeda e passaram a ajudar as forças dos EUA, expulsando os militantes de diversas áreas.   "Não acreditem no sistema de informação dos cruzados que só serve para espalhar mentiras e esconder a informação... A face dos EUA, com a permissão de Deus, tem sido desfigurada pela desgraça no nível mais baixo", diz o comunicado.   O comunicado afirma que os novos batalhões foram batizados de "Os Batalhões do Mártir Abu Omar al-Kurdi", que seria um dos primeiros líderes a "ensinar amargas lições aos inimigos de Deus".

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