Al-Qaeda pede o fim do bloqueio israelense a Gaza

Em nova gravação, número 2 do grupo terrorista critica o Egito por não abrir suas fronteiras aos palestinos

Reuters,

04 de junho de 2008 | 17h52

O número 2 na hierarquia da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, pediu o fim do bloqueio econômico de Israel à Faixa de Gaza, criticando o Egito por não abrir suas fronteiras aos palestinos, de acordo com uma gravação divulgada na internet nesta quarta-feira, 4. "O irmão de Gaza é proibido (pelo Egito) de entrar, enquanto os turistas israelenses podem entrar sem visto", disse o locutor, cuja voz soava como aquela das primeiras gravações de Zawahri, que chamava o presidente egípcio Hosni Mubarak de "traidor."   Veja também: Número 2 da Al-Qaeda critica Irã em mensagem de áudio   Israel, que tirou seus colonos da Faixa de Gaza em 2005, vê as atividades de militantes no território como uma ameaça à segurança israelense. O tráfego na fronteira foi fechado, causando sérias dificuldades econômicas à região, controlada pelo movimento islâmico Hamas.   A mensagem de 11 minutos, divulgada por sites islâmicos, cita a Guerra de Seis Dias de 1967, entre a frente árabe (Egito, Jordânia e Síria) e israelenses, que segundo Zawahri "revelou que aqueles regimes (árabes) não têm princípios... exceto mantê-los em seus assentos (do poder)."   No mês passado, o líder máximo do grupo, Osama bin Laden, pediu aos muçulmanos que ajudem a quebrar o bloqueio israelense à Faixa de Faza e lugar contra os governos que negociam como o Estado judeu.   Os líderes da Al-Qaeda têm dado uma crescente ênfase ao conflito árabe-palestino - um problema central para muitos árabes e muçulmanos - em um aparente esforço para aumentar seu apoio. Apesar das mensagens do grupo pedindo que sua rede de militantes se estabeleça em áreas palestinas, autoridades da inteligência americana asseguram que ainda não há evidências deste fato. Para analistas, isso significaria uma competição, em especial em Gaza, com o bem estabelecido Hamas.

Mais conteúdo sobre:
Al-QaedaIsraelEgitoGaza

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.