Al-Qaeda pede que muçulmanos vinguem violência em Gaza

Em gravação de áudio, número dois da organização pede ataques contra alvos dos Estados Unidos e Israel

Associated Press e Efe,

24 de março de 2008 | 08h20

O número 2 da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, pediu que muçulmanos realizem ataques contra interesses israelenses e americanos para vingar a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza no início do mês. A convocação foi feita numa gravação de quatro minutos colocada num site de militantes islâmicos nesta segunda-feira, 24.  Na mensagem, ele acusa o presidente egípcio, Hosni Mubarak, de ajudar Israel na ofensiva ao fechar a fronteira entre o Egito e Gaza. Al-Zawahri diz que os muçulmanos devem atacar "os interesses dos judeus, dos americanos e de todos os que participaram do ataque contra muçulmanos" e afirmou que as investidas não devem ser limitadas a áreas nos territórios israelense ou palestino. "Hoje não há justificativa para quem diga que só deveríamos lutar contra os judeus na Palestina. Vamos atacar seus interesses em todas as partes, assim como eles se unem contra nós de qualquer lugar", diz Zawahiri, referindo-se à publicação das charges do profeta em jornais dinamarqueses. "Nunca insultarão e zombarão de nosso profeta", acrescenta. Para Zawahiri, Mubarak "repete o mesmo jogo sujo" da Falange libanesa, milícia cristã que se aliou a Israel na guerra civil do Líbano (1975-1990). Os falangistas foram acusados de cometer um massacre nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila, em Beirute, em meados de 1982, quando Israel ocupava a capital libanesa. "Os papéis são os mesmos, mas as caras mudaram. A mesma traição, apesar de que os nomes tenham mudado", reforça Zawahiri. A mensagem desta segunda é a terceira de dirigentes da Al-Qaeda em menos de uma semana, após outras duas do líder máximo da organização, Osama bin Laden, sobre a publicação das caricaturas de Maomé na Europa e os ataques israelenses em Gaza. "As manifestações não são suficientes. Muçulmanos, hoje é seu dia, batam nos interesses de judeus e americanos, e daqueles que participaram do ataque contra muçulmanos", diz Zawahiri na gravação."Vigiem os alvos, recolham dinheiro, preparem as equipes, planejem com precisão e depois, com confiança em Deus, ataquem, buscando o martírio e o paraíso", acrescenta.

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