Al-Qaeda prepara lançamento de seu próprio jornal de propaganda online

Segundo especialistas, iniciativa pode ajudar terrorismo a recrutar pessoas nos EUA e Europa

AP,

30 de junho de 2010 | 23h00

NOVA YORK- A rede extremista Al-Qaeda está preparando o lançamento de seu primeiro jornal de propaganda online em inglês, iniciativa que pode ajudar o terrorismo a recrutar pessoas nos Estados Unidos e na Europa.

 

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O grupo começou a promover o jornal, chamado Inspire (Inspirar), com gráficos online que promovem "um presente especial para a nação islâmica". Analistas e oficiais antiterroristas afirmam que o site será coordenado pela franquia da Al-Qaeda no Iêmen, que foi vinculada ao atentado falido de Natal, no qual um jovem nigeriano tentou explodir um voo com destino a Detroit.

 

O lançamento sugere que, como o núcleo da Al-Qaeda foi enfraquecido por ataques não tripulados da CIA, o grupo espera aumentar seu alcance nos Estados Unidos, onde o número de terroristas nascidos no país está aumentando.

 

A nova publicação "é claramente dirigida aos aspirantes a jihadistas nos Estados Unidos ou no Reino Unido que podem ser o próximo assassino de Fort Hood ou homem-bomba de Times Square", disse Bruce Riedel, um ex-agente da CIA.

 

No centro desse esforço da rede terrorista, está Anwar al-Awlaki, um clérigo americano radical que agora vive no Iêmen. Autoridades afirmam que seus sermões online, transmitidos em inglês, têm inspirado várias tentativas de atentado nos Estados Unidos. O anúncio da Al-Qaeda afirma que al-Awlaki irá colaborar na primeira edição do jornal.

 

Até agora, a Al-Qaeda tem usado sites árabes para transmitir suas mensagens. Usando propagandas na internet, a rede extremista conseguiu atrair americanos como Bryant Neal Vinas and Najibullah Zazi, dois membros confessos da Al-Qaeda. Os dois foram recrutados em Nova York e viajaram ao Paquistão para se juntarem à luta contra os Estados Unidos.

 

Em um caso de ação terrorista recente em Nova Jersey, promotores afirmaram que dois cidadãos americanos assistiram a vídeos de al-Awlaki em seus celulares e se inspiraram em seus pedidos de isolados e menores atos de terrorismo.

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