Alemanha quer fim de bloqueio a Gaza e soldado israelense livre

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, pediu a Israel nesta segunda-feira que suspenda seu bloqueio contra a Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas, e fez um apelo para que o grupo islamista liberte o soldado israelense Gilad Shalit.

NIDAL AL-MUGHRABI, REUTERS

08 de novembro de 2010 | 12h21

Na primeira visita em vários anos de um ministro alemão ao enclave, Westerwelle disse ser inaceitável que Israel tenha mantido um bloqueio contra 1,5 milhões de pessoas, que já dura três anos.

"A Alemanha tem uma visão clara. Apoiamos o fim desse bloqueio. Ressaltamos a importância da retomada de importações e exportações", disse ele em entrevista à imprensa, depois de visitar uma escola e um sistema de tratamento de esgotos administrados pelas Nações Unidas.

A União Europeia gasta milhões de dólares anualmente em apoio aos palestinos, e a Alemanha, cujas relações com Israel são sensíveis por causa do Holocausto nazista, é uma grande contribuinte.

Mas em junho deste ano o governo alemão criticou Israel por impedir que o ministro do desenvolvimento Dirk Niebel visitasse a Faixa de Gaza para ver um projeto humanitário financiado por recursos alemães. Israel disse que a visita ajudaria a legitimar o Hamas.

"Esse bloqueio enfraquece as forças moderadas e fortalece os extremistas, e não deve ser permitido", disse Westerwelle.

Israel controla de perto tudo o que entra em Gaza e nega o acesso do Hamas a armas ou materiais que podem ter uso militar.

Israel afrouxou o bloqueio contra Gaza nos últimos cinco meses para a aquisição de bens de consumo, mas a lista de bens proibidos para importação continua com 3 mil itens, e não existem exportações regulares do território.

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