Aliados se solidarizam com a Turquia, mas pedem cautela

Pedido é feito no dia em que a aviação turca bombardeou posições guerrilheiras na fronteira

Efe,

24 de outubro de 2007 | 19h05

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expressaram nesta quarta-feira, 24, sua solidariedade à Turquia, após os ataques contra o país feitos pela guerrilha curda a partir do norte do Iraque, mas voltaram a pedir "cautela" na resposta militar, para não desestabilizar ainda mais a região.   Veja também: Após bombardeio, Turquia discute incursão no Iraque  Militares dizem que Turquia atacou rebeldesTurquia pode invadir 'a qualquer momento'Turquia rejeita trégua proposta por rebeldes Rebeldes curdos do PKK anunciam cessar-fogoEntenda o conflito entre turcos e curdos  ''Turquia tem direito de defender-se''   Turquia pode ignorar apelos e lançar ofensiva   Segundo informou em entrevista coletiva o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, o assunto foi abordado pelos ministros da Defesa dos países-membros da organização no primeiro dia da reunião informal realizada na Holanda.   O ministro turco Vecdi Gönül informou aos aliados sobre a evolução da situação na fronteira entre Turquia e Iraque, de onde a guerrilha curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) realiza seus ataques.   Segundo a agência turca Anatolia, a aviação turca bombardeou nesta quarta posições guerrilheiras na fronteira. Estes são os primeiros ataques do Exército turco contra posições do PKK no norte do Iraque desde o domingo passado. Fontes consultadas pela agência Efe em Ancara disseram que "as operações estão sendo realizadas dentro do Iraque".   Segundo alguns jornais turcos, os militares adentraram quase 50 quilômetros no norte do país vizinho para "eliminar os terroristas que mataram soldados turcos no ataque à cidade de Hakkari".   "O Exército turco perseguiu os terroristas que atacaram (a aldeia turca de) Daglica. Artilharia, aviões e helicópteros estão bombardeando alvos do PKK no interior do Iraque", disse a fonte à Efe.   Em Noordwijk, na Holanda, Scheffer reconheceu que "é difícil pedir cautela" a um país que sofre "horríveis ataques terroristas" que fazem vítimas tanto entre soldados como na população civil. "Sou consciente do que sente o povo turco neste momento, e de que a situação está originando tensões na sociedade", disse o secretário-geral.   Apesar de o governo turco "dar provas de uma notável cautela", Scheffer voltou a pedir "moderação" nas represálias.

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