Allawi critica influência iraniana na formação política do Iraque

Aliança xiita apoiada pelo Irã foi a terceira a conseguir mais assentos no Parlamento do país árabe

Efe

30 de março de 2010 | 12h32

BAGDÁ - O líder da oposição iraquiana, Iyad Allawi, criticou o Irã nesta terça-feira, 30, por suposta ingerência nos assuntos políticos do Iraque, em um momento fundamental para a consolidação democrática do país árabe.

 

"Nem Irã nem nenhum outro país pode dominar o Iraque. É uma vergonha que o Irã, que alega ser um vizinho muçulmano, intervenha nos assuntos iraquianos dessa maneira", disse Allawi em declarações publicadas pelo diário Baghdad. Allawi insistiu que "o Irã intervém em todos os assuntos iraquianos". Segundo ele, o regime iraniano censurou recentemente dirigentes políticos iraquianos.

 

A coalizão liderada pelo ex-premiê Allawi, a Al-Iraqiya, ficou em primeiro lugar nas eleições parlamentares de 7 de março. O bloco teve 91 deputados eleitos, dois a mais que a coalizão Estado de Direito, do atual primeiro-ministro Nouri al-Maliki.

 

Nos últimos dias se encontraram em Teerã dirigentes do partido de al-Maliki e da Aliança Nacional Iraquiana (ANI), liderada por Ammar al-Hakim, para se reunir com o clérigo xiita Moqtada al-Sadr, também dirigente da ANI e que reside no Irã.

 

A ANI, o grupo político mais próximo ao regime de Teerã, ficou em terceiro lugar no Parlamento iraquiano, com 70 cadeiras. Por isso, o grupo é essencial para definir qual força política conseguirá reunir o apoio suficiente para formar governo.

 

A coalizão de Allawi não conseguiu cadeiras suficientes no Parlamento para governar sozinha, motivo pelo qual se veja obrigada a conseguir o apoio de outros grupos. Al-Maliki, por sua vez, também disse que negociará em busca de uma coalizão governante.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.