Ameaçado por Israel, Hamas pede novo diálogo com Fatah

Grupo que controla Faixa de Gaza renovou pedidos de contatos em meio a ameaça de ofensiva israelense

NIDAL AL MUGHRABI, REUTERS

05 de dezembro de 2007 | 17h56

Um líder do grupo islâmico palestino Hamas renovou nesta quarta-feira, 5, os pedidos para que a facção rival Fatah retorne à mesa de diálogo, informou a agência Reuters. O apelo foi feito cerca de uma semana após o líder do Fatah, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, retomar as negociações de paz com Israel e no mesmo dia em que um militar de alta patente israelense ter anunciado que o Exército judeu está pronto para uma ofensiva contra os militantes islamitas na Faixa de Gaza.  "Nós acreditamos que é necessário iniciar imediatamente um diálogo incondicional que ajude a fechar as cicatrizes palestinas", disse Ismail Haniyeh, um primeiro-ministro palestino destituído por Abbas depois que o Hamas tomou à força o controle da Faixa Gaza, em junho. Desde a ofensiva, o Hamas tenta restabelecer os contatos com o Fatah, mas Abbas diz que apenas retomará as negociações se o grupo islâmico abandonar o controle de Gaza. Após a tomada da faixa costeira pelo Hamas, o presidente dissolveu um governo de união palestino e iniciou negociações de paz com Israel. A iniciativa de Abbas culminou, na última semana, na primeira cúpula de paz entre palestinos e israelenses em vários anos. O Hamas, no entanto, rejeita o processo, e mantém seus ataques com foguetes contra o território israelense. O Estado judeu, por sua vez, afirma que a retomada dos contatos entre Fatah e Hamas pode por um fim nas negociações para a criação de um Estado palestino independente.  Ofensiva autorizada Nesta quarta-feira, o general israelense Gabi Ashkenazi disse que as Forças de Defesa de Israel têm tudo pronto para uma ampla invasão da Faixa de Gaza, território considerado "entidade inimiga" pelo Estado judeu desde a tomada do Hamas. "Se for necessário, estamos preparados para a possibilidade de ação", disse Ashkenazi à rádio do Exército israelense. "Até lá, eu acho que é nosso dever exaurir todos os outros meios para que operamos todos os dias e noites para proporcionar segurança", continuou, referindo-se às constantes operações relâmpago conduzidas pelas forças israelenses para impedir os ataques com foguetes palestinos.  A ofensiva só depende agora de uma autorização do gabinete israelense.

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