Americanos presos por invadir Irã teriam ligação com protestos

Deputado iraniano se diz convicto que detidos tinham "planos para interferir nos assuntos internos do país"

Reuters

10 de agosto de 2009 | 09h52

Um influente parlamentar do Irã disse nesta segunda-feira, 10, que a entrada ilegal de três americanos que foram presos no país pode ter relação com os distúrbios pós-eleitorais na República Islâmica. Segundo autoridades do iraquianas, os americanos cruzaram entraram no Irã a partir da fronteira com o Iraque.

 

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"Sua entrada ilegal não pode ser totalmente não-relacionada com o distúrbio pós-eleitoral. Que missão os três estavam realizando no Irã? Por que não solicitaram vistos do Irã", disse Mohammad Karamirad, membro do Comitê de Assuntos Exteriores e Segurança Nacional do Parlamento, à agência oficial de notícias Irna. "No cenário mais otimista, achamos que os três tinham planos de interferir nos assuntos internos do Irã", afirmou.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jim Jones, disse no domingo, 9, que os EUA estão pressionando Teerã a libertar o grupo.

A oposição iraniana diz que houve fraude no pleito de 12 de junho, que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad. O resultado eleitoral mergulhou o Irã na sua pior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979. Pelo menos 20 pessoas morreram e centenas foram presas em incidentes desde então.

Os governos de EUA, França, Grã-Bretanha, Itália e Alemanha não cumprimentaram Ahmadinejad pela reeleição, como é praxe. As potências ocidentais também pressionam o Irã abandonar seu programa nuclear, que Teerã garante ser pacífico.

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