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Anistia condena Israel e Hamas por uso de escudo humano

AI afirma que os dois lados colocam população palestina civil em risco ao utilizarem suas casas como bases

Efe,

08 de janeiro de 2009 | 20h56

A Anistia Internacional (AI) acusou nesta quinta-feira, 8, tanto os soldados israelenses quanto os combatentes do Hamas de colocarem em risco a vida da população civil palestina, com práticas "nas quais se inclui seu uso como escudo humano". "Nossas fontes em Gaza informam que os soldados israelenses entraram e tomaram posições em várias casas palestinas, obrigando as famílias a ficar em um quarto enquanto utilizam o resto da casa como base militar e posição para franco-atiradores", disse Malcolm Smart, do Programa Regional para o Oriente Médio e o Norte de África da Anistia. Veja também:ONU conclui esboço de plano de cessar-fogo em GazaÉ 'inaceitável' não poder distribuir ajuda em Gaza, diz ONUBrasil despacha ajuda; Amorim visitará Oriente Médio 'Crianças crescem em bunkers', diz brasileiro em Israel Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro Especial traz mapa com principais alvos em Gaza Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques      Ele ressaltou que "isto aumenta claramente o risco que as famílias palestinas afetadas correm e representa sua utilização, de fato, como escudos humanos". Tanto os soldados israelenses quanto os combatentes palestinos continuam abrindo fogo de áreas próximas a casas de civis, colocando seus moradores em risco, acusa a AI. A organização pró-direitos humanos ressalta que as Forças Armadas israelenses bombardearam casas e edifícios não militares, alegando que nelas se escondiam combatentes palestinos que disparavam em alvos israelenses. "O Exército israelense sabe muito bem que os combatentes palestinos costumam abandonar a zona após terem disparado e que, na maioria dos casos, os ataques em resposta contra estas casas causarão danos a civis, e não a combatentes", disse Smart. O uso destas táticas, quando ocorrem confrontos armados em ruas e zonas residenciais com alta densidade populacional, evidencia "a falta de respeito que os dois lados demonstram pela proteção dos civis em um conflito armado", acrescentou o porta-voz. A AI pediu uma investigação independente sobre supostos abusos, incluindo possíveis crimes de guerra, cometidos pelas duas partes, e a garantia de que os culpados responderão por seus atos. Paralelamente, a Anistia exigiu que os membros da União Europeia (UE) pressionem Israel para que coloque fim aos ataques contra civis ou edifícios civis na Faixa de Gaza, assim como a suas ofensivas desproporcionais e ilegais. Israel também deve permitir o acesso, sem impedimentos, de ajuda humanitária à zona, garantir que os milhares de feridos recebam a assistência médica necessária e deixar sair da Faixa a população palestina que quiser escapar do conflito. Segundo a AI, até que se consiga a proteção efetiva da população civil palestina, "a UE deve deixar em suspenso os debates sobre a melhora das relações com Israel" - para assinar um novo Plano de Ação UE-Israel - e "se concentrar em obter compromissos concretos do país para pôr fim à catástrofe humanitária que afeta Gaza." A Anistia Internacional pediu aos grupos armados palestinos que coloquem fim aos ataques indiscriminados com foguetes dirigidos contra zonas civis do sul de Israel.

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