Anistia diz que 46 foram mortos por forças de segurança da Líbia

O grupo de direitos humanos Anistia Internacional disse na sexta-feira que suas fontes revelaram que as forças de segurança da Líbia mataram ao menos 46 pessoas nos últimos três dias.

REUTERS

18 de fevereiro de 2011 | 21h10

A Anistia afirmou em comunicado que fontes no hospital al-Jala, em Benghazi, reportaram 28 mortos e mais de 100 feridos nos protestos da quinta-feira na cidade, e ao menos mais três mortos na sexta-feira.

Ativistas de direitos humanos locais denunciaram ao menos 15 mortos na quinta-feira durante os protestos na cidade vizinha de Al Bayda, afirmou uma porta-voz da Anistia Internacional.

"Esse aumento alarmante no número de mortos, assim como a natureza das lesões relatadas pelas vítimas, sugere fortemente que as forças de segurança estão usando de força letal contra manifestantes desarmados que clamam por mudanças políticas", disse o diretor da Anistia Internacional para Oriente Médio e Norte da África, Malcolm Smart.

"As autoridades líbias devem frear imediatamente suas forças de segurança. Os responsáveis por assassinatos e pela força excessiva --tanto os responsáveis diretos e aqueles que deram as ordens-- devem ser identificados e levados à Justiça", disse em comunicado.

A Anistia afirmou ainda que as fontes hospitalares disseram que as lesões mais comuns eram ferimentos a bala na cabeça, peito e pescoço.

Milhares protestaram na sexta-feira em Benghazi, segunda maior cidade do país, durante uma operação de segurança em que dezenas de pessoas foram mortas, mas que não conseguiu deter a pior manifestação em quatro décadas de Muammar Gaddafi no poder.

(Reportagem de Adrian Croft)

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