Anistia Internacional considera ataques a Gaza 'ilegais'

Em comunicado, Anistia disse que os ataques foram 'uso desproporcional da força por Israel'

EFE

28 de dezembro de 2008 | 19h51

A Anistia Internacional (AI) pediu neste domingo às forças israelenses e aos grupos armados palestinos "o fim imediato dos ataques ilegais" em uma escalada da violência que, neste fim de semana, deixou quase 300 mortos e mais de 900 feridos.   Veja também: Ataques em Gaza interrompem conversas de paz com a Síria No mundo islâmico, multidões protestam contra Israel Israel aprova convocação de reservistas para ofensiva em Gaza Abbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza' Ministros árabes se reúnem na 4ª para discutir ataques a Gaza ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ofensiva israelense deve sepultar esforço de paz Hamas pede nova Intifada contra Israel após ataques Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Veja imagens de Gaza após os ataques       Em comunicado emitido em sua sede em Londres, a organização de defesa dos direitos humanos condenou o "uso desproporcional da força por parte de Israel" na Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islâmico palestino Hamas.   Os bombardeios israelenses em Gaza, em resposta a ataques contra cidades israelenses cometidos nos últimos dias pelo Hamas, é "ilegal" e poderia "exacerbar ainda mais a violência na região", segundo a Anistia.   "A escalada da violência ocorre em um momento em que a população civil enfrenta uma luta diária pela sobrevivência devido ao bloqueio israelense, que impediu inclusive a entrada de comida e remédios em Gaza", afirmou a organização.   Além disso, a AI ressalta que o "Hamas e outros grupos palestinos armados têm responsabilidade na escalada" do conflito, já que seus "contínuos ataques com foguetes contra cidades e povoados no sul de Israel são ilegais e nunca justificados".   A organização faz também um apelo à comunidade internacional para que "intervenha e garanta a proteção dos civis presos no conflito e que se levante o embargo a Gaza".

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