Anistia Internacional critica repressão da Síria a protesto

O grupo de direitos humanos Anistia Internacional condenou a violenta repressão promovida pelas forças de segurança sírias contra um protesto pacífico realizado em Damasco pedindo a libertação de prisioneiros políticos.

REUTERS

17 de março de 2011 | 15h07

O protesto silencioso de quarta-feira, no qual cerca de 150 pessoas exibiam imagens de amigos e parentes desaparecidos, mal havia começado quando as forças de segurança avançaram sobre os manifestantes com cassetetes.

Testemunhas contaram ao grupo de direitos humanos que ao menos 30 pessoas foram detidas, entre elas parentes de presos políticos e ativistas de direitos humanos, e levadas para locais desconhecidos. Eles disseram que as forças bateram em mulheres, crianças e idosos.

"As autoridades sírias devem libertar imediatamente todos os presos nos últimos dois dias por apenas comparecerem a protestos pacíficos e parar esses ataques contra a liberdade de expressão e reunião", disse Philip Luther, diretor adjunto da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o norte da África.

A Anistia informou que diversas pessoas também foram presas em protestos na terça-feira em Damasco e Aleppo, acrescentando que ao menos duas pessoas aparentemente haviam sido libertadas.

Os protestos de quarta-feira foram uma das manifestações mais sérias contra o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, desde que as revoltas no mundo árabe derrubaram os líderes da Tunísia e do Egito e levaram a confrontos violentos mais prolongados na Líbia, no Barein e no Iêmen.

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