Apelação de jornalista detida no Irã será na próxima semana

Em greve de fome há 2 semanas, a irano-americana Roxana Saberi foi condenada por espionagem para os EUA

Efe e Associated Press,

05 de maio de 2009 | 08h26

A apelação do caso da jornalista americana Roxana Saberi, acusada pelo Irã de espionagem para os Estados Unidos, acontecerá na próxima semana, disse nesta terça-feira, 5, o porta-voz do Poder Judiciário iraniano, Ali Reza Jamshidi. Jamshidi explicou que a causa de Roxana, condenada a oito anos de prisão por um tribunal de Teerã no mês passado, já tinha sido remetida para apelação, e será tratada na próxima semana

 

"Foi agendada uma reunião para a próxima semana e esta informação foi transmitida aos membros do centro dos advogados, o representante do promotor e o representante do Ministério de Inteligência", disse Jamshidi. O porta-voz judicial também negou as informações de que Roxana estaria doente e que teria iniciado uma greve de fome, como tinham declarado seu pai e seus advogados.

 

O funcionário iraniano acrescentou que se a jornalista sofrer qualquer problema de saúde as autoridades estão obrigadas a oferecê-la os tratamentos médicos necessários. "Autoridades de Teerã já anunciaram que Roxana Saberi está em perfeito estado de saúde e não esteve em greve de fome", disse Jamshidi.

 

Nascida nos EUA, de pai iraniano e mãe japonesa, Roxana chegou a Teerã há seis anos e desde então trabalhou para meios de comunicação britânicos e americanos de prestígio como a BBC e a Fox News. Atualmente, se encontrava no país aparentemente recolhendo informações para escrever um livro.

 

O pai de Roxana, nascido no Irã, viajou de volta ao país para visitar a repórter e pressionar pela libertação. Ele disse, no último mês, que ela bebia apenas água com açúcar, recusando-se a comer em protesto por sua sentença de oito anos de prisão, por supostamente espionar para os EUA. Ela nasceu nos EUA e foi criada em Fargo, Dakota do Norte. Inicialmente, ela foi acusada de trabalhar sem as credenciais da imprensa, mas as autoridades fizeram depois acusações mais sérias, afirmando que ela passou dados de inteligência para os EUA. Ela foi condenada por espionagem após um julgamento de um dia, a portas fechadas.

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