Após ameaça de Ahmadinejad, Alemanha fala em sancionar Irã

EUA, Reino Unido e França e Rússia sinalizam apoio a punições ao regime dos aiatolás; China defende diálogo

estadao.com.br

12 de fevereiro de 2010 | 16h19

O ministro de Exteriores alemão, o liberal Guido Westerwelle, lançou hoje novas ameaças de sanções contra o Irã, um dia depois de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, alardear publicamente do poderio atômico de seu país. Entre as potências do grupo 5+1, EUA, Reino Unido e França já afirmaram publicamente que defendem sanções. A Rússia deu sinais de que pode apoiá-las também, mas a China ainda defende o diálogo.

Após anunciar que a comunidade internacional responderá de maneira concreta às ameaças iranianas, o chefe da diplomacia alemã advertiu que, se o regime de Teerã continuar sem cooperar, "estabeleceremos com a comunidade internacional uma ampliação das sanções".

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Westerwelle assinalou ainda em Berlim que o rearmamento nuclear do Irã não será aceito sem resposta.

"A comunidade internacional não mostrará uma paciência infinita, e tomará medidas para combater um rearmamento nuclear do Irã", assegurou.

Além disso, criticou com dureza a repressão realizada pelas autoridades iranianas aos protestos da oposição por causa do aniversário da Revolução Islâmica.

"Quem trata dessa maneira os manifestantes não tem intenções democráticas", concluiu.

Mais cedo, O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, afirmou n não acreditar na alegação do Irã segundo a qual o país é capaz de enriquecer urânio a até 80%. Ontem, a Casa Branca também havia desacreditado a afirmação do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Kouchner disse que "os americanos não acreditam, tanto quanto nós, que o Irã seja atualmente capaz de enriquecer urânio a 80%". O chanceler francês advertiu, porém, que a afirmação do Irã traz mais um elemento de "periculosidade" à situação. Kouchner concedeu entrevista nesta sexta-feira à Rádio Europe.

Com informações da Efe 

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