Após ataques israelenses, Conselho de Segurança se reúne

Pelo menos 227 morreram e 750 ficaram feridas, no mais sangrento ataque contra os palestinos desde 1967

Efe,

28 de dezembro de 2008 | 02h09

O Conselho de Segurança da ONU foi convocado neste sábado, 27, em caráter de urgência para realizar consultas sobre a situação criada pelos ataques da aviação de Israel contra áreas civis no território palestino de Gaza. Veja também:Conheça a história do conflito entre Israel e palestinosIsrael ataca mesquita em Gaza e mortos chegam a 227Ofensiva israelense deve sepultar esforço de pazHamas pede nova Intifada contra Israel após ataquesOlmert diz que operação em Gaza pode levar 'mais tempo'Europa pede fim dos ataques; EUA culpam Hamas Itamaraty condena 'reação desproporcional' de IsraelAbbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgênciaReação palestina mata israelense; Hamas promete resistênciaAtaque israelense em Gaza espalha protestos no mundo árabeIrã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatalVeja imagens de Gaza após os ataques    "Fomos informados que o Conselho de Segurança convocou consultas sobre o Oriente Médio", informou um porta-voz das Nações Unidas. O porta-voz detalhou que as consultas terão caráter formal e que se realizam perante o agravamento da situação em Gaza, onde neste sábado morreram pelo menos 227 pessoas e 750 ficaram feridas, no mais sangrento ataque israelense contra os palestinos desde 1967. Os F-16 israelenses voltaram a bombardear alvos das forças da ordem do movimento islamita Hamas, plataformas de lançamento de foguetes e estradas, segundo testemunhas e fontes de segurança palestinas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou em comunicado antes que se convocasse a reunião do Conselho que estava "profundamente alarmado" pela "dura violência e o derramamento de sangue em Gaza, assim como pela violência no sul de Israel". Por isso, pediu a "imediata cessação de toda violência" e, embora tenha reconhecido as preocupações em matéria de segurança de Israel "pelo contínuo lançamento de foguetes de Gaza", reiterou a obrigação desse país de "respeitar os direitos humanos e o direito humanitário internacional". Condenou o "uso de força excessiva que levou a matar e ferir civis", assim como os ataques de militantes palestinos, e assegurou se sentir "profundamente preocupado com o fato de que os reiterados apelos ao Hamas para que cessem esses ataques não tenham sido atendidos". "O secretário-geral reitera seus apelos prévios para que se permita a entrada de provisões humanitárias em Gaza e aliviar assim a angustiante situação de sua população", acrescenta seu comunicado. Ban assegurou que ia entrar em contato imediato com líderes regionais e internacionais, incluindo os membros do quarteto de mediadores internacionais para o Oriente Médio (ONU, Estados Unidos, União Européia e Rússia), "em um esforço por chegar a uma rápida cessação da violência".

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