Após atentado, deputados do Irã pedem 'morte aos EUA'

Presidente do Parlamento iraniano diz que intenção do ataque é de agitar a conflituosa região fronteiriça

Efe,

18 de outubro de 2009 | 08h46

O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, afirmou, na sede do Legislativo, que a intenção do atentado cometido neste domingo, 18, contra a Guarda Revolucionária na província do Sistão-Baluchistão é agitar a conflituosa região, que fica na fronteira com o Afeganistão e o Paquistão.

 

Em declarações reproduzidas pela agência de notícias "Isna", o legislador disse aos colegas que o ataque só servirá para que a tropa de elite do Exército iraniano reforce o combate ao tráfico de drogas e armas. As palavras do deputado, segundo a "Isna", foram recebidas pelos parlamentares com gritos de "Morte aos Estados Unidos!".

 

"Há poucos minutos, soubemos que o general Shushtari, chefe do Comando Leste (da Guarda Revolucionária), e o general Mohamazadeh, chefe dos guardiães revolucionários no Sistão-Baluchistão (sudeste), morreram junto com outros irmãos e compatriotas", afirmou Larijani. "A Guarda Revolucionária vai voltar com força redobrada para restabelecer a segurança e o desenvolvimento da região", afirmou o presidente do Parlamento durante uma sessão da casa.

 

Vários oficiais de alta patente da Guarda Revolucionária perderam a vida no ataque, que causou 60 vítimas, entre mortos e feridos. Segundo a agência oficial de notícias "Irna", entre as vítimas fatais está o subcomandante da Força Terrestre da tropa de elite, general Nour Ali Shushtari, além de 20 oficiais.

 

Mais cedo, a Guarda Revolucionária iraniana atribuiu o ataque deste domingo a "mercenários da arrogância mundial", em uma alusão ao Ocidente, especialmente aos Estados Unidos. "Sem dúvida, este ato selvagem e desumano está relacionado à estratégia satânica dos estrangeiros e dos inimigos que foram feridos pela Revolução Islâmica", disse a corporação.

 

"Com este atentado, tentam romper a unidade entre xiitas e sunitas e dividir as fileiras integradas e unidas do povo iraniano", acrescenta uma nota.

 

O atentado aconteceu hoje de manhã, na localidade de Pishin, vizinha ao Paquistão. Na hora, comandantes da Guarda Revolucionária se reuniam com líderes tribais sunitas e xiitas.

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