Após bombardeios, grupo ligado à Al Qaeda deixa bases no noroeste da Síria

O grupo afiliado à rede Al Qaeda na Síria, a Frente Nusra, se retirou de suas bases em áreas povoadas da região de Idlib, no noroeste da Síria, depois que as forças lideradas pelos Estados Unidos desfecharam ataques aéreos contra o grupo, disseram seus combatentes nesta quarta-feira.

REUTERS

24 de setembro de 2014 | 10h59

Outro grupo islâmico sírio, o Ahrar al-Sham, também ordenou que seus seguidores deixassem suas bases, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo de monitoramento do conflito, com sede na Grã-Bretanha.

"Armas pesadas foram levadas para fora das bases. Nós não queremos que civis sejam prejudicados por nossa causa", disse um combatente da Frente Nusra em uma mensagem online publicada na Internet.

O Observatório também informou sobre a retirada da Frente Nusra.

Pelo menos 50 combatentes da Frente Nusra e oito civis foram mortos em ataques de uma coalizão liderada pelos EUA na Síria na terça-feira, disse o Observatório.

O Exército dos EUA afirmou ter bombardeado veteranos da Al Qaeda aos quais se refere como o "grupo de Khorasan". Militantes na Síria disseram que o termo é amplamente usado, mas pode referir-se aos combatentes que vieram para a Síria e aderiram à Frente Nusra depois de lutar no Afeganistão.

O outro grupo islâmico que está deixando suas bases, o Ahrar al-Sham, é parte da aliança Frente Islâmica que tem estado em conflito armado com os militantes do Estado islâmico, o principal alvo dos ataques aéreos liderados pelos EUA.

Reportagem de Mariam Karouny e Alexander Dziadosz)

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