Após cinco anos, EUA podem ter embaixador na Síria

Relações diplomáticas entre os países estão congeladas desde março de 2005, durante mandato de Bush

Efe,

17 de fevereiro de 2010 | 07h22

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na terça-feira, 16, a candidatura do diplomata Robert Ford a embaixador do país na Síria. Caso Ford receba a aprovação do Senado, será o primeiro representante diplomático do governo americano em Damasco em cinco anos.

 

Com a iniciativa, o governo dos EUA procura uma aproximação nas relações entre os dois países, congeladas durante o mandato do presidente George W. Bush. Segundo o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs, a candidatura representa "o compromisso do presidente Obama de usar a aproximação para beneficiar os interesses americanos mediante uma melhora da comunicação com o governo e o povo sírios".

 

Atualmente, Ford é o segundo no comando da embaixada dos EUA no Iraque. O diplomata, que fala árabe fluentemente, já trabalhou na Argélia, entre 2006 e 2008, e é considerado um especialista em assuntos do Oriente Médio.

 

A embaixada americana em Damasco não tinha embaixador desde que o presidente George W. Bush reivindicou o retorno aos EUA da então chefe da missão diplomática, Margaret Scobeyin, após atribuir à Síria a responsabilidade pelo assassinato de Rafik Hariri em Beirute em março de 2005.

 

O retorno do embaixador à capital síria poderia contribuir para reduzir as tensões entre Síria e Iraque, a estabilizar o Líbano e a impulsionar o processo de paz na região.

 

Uma das prioridades do novo embaixador será reiniciar as conversas de paz entre Síria e Israel, que se aconteciam com mediação turca, mas ficaram suspensas após a invasão militar israelense da Faixa de Gaza em dezembro de 2008. Como consequência da agressão militar, as relações turco-israelenses foram se deteriorando progressivamente, o que afetou também o papel mediador de Ancara.

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