Após derrota, primeiro-ministro iraquiano promete impugnar eleição

Coalizão secular de sunitas e xiitas deve ter maioria no Parlamento iraquiano

Efe

26 de março de 2010 | 16h46

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse nesta sexta-feira, 26, que a vitória da oposição secular liderada pelo ex-premiê Iyad Allawi não é definitiva  e antecipou que sua aliança política vai recorrer aos canais legais para impugná-los.

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De acordo com os dados da Comissão Eleitoral, ainda provisórios, a aliança política com maior número de deputados foi a opositora Al Iraqiya, que obteve 91 cadeiras, enquanto a coalizão de Maliki - O Estado de Direito - ficou em segundo lugar, com 89 das 325 cadeiras que estavam em disputa.

"Os resultados não são definitivos e levantam dúvidas", afirmou Maliki em entrevista coletiva imediatamente depois que a Comissão Eleitoral anunciou os dados finais provisórios das eleições parlamentares do dia 7 de março.

"O Estado de Direito impugnará estes resultados na Corte Suprema, porque tem documentos irrefutáveis em relação à manipulação", acrescentou o primeiro-ministro.

No domingo passado, quando se aproximava o final da apuração, Maliki pediu para realizar uma apuração manual de todos os votos por causa das irregularidades denunciadas por grupos políticos que não identificou.

No entanto, a Comissão Eleitoral rejeitou essa possibilidade e disse que só é possível a apuração manual em algum distrito eleitoral quando existirem denúncias de irregularidades que o justifiquem.

"A postura da Comissão Eleitoral de rejeitar uma apuração manual é inaceitável e ao mesmo tempo incompreensível", disse o chefe do Governo.

Apesar de que sua coalizão ficou em segundo lugar, Maliki afirmou que os dirigentes de sua aliança política já começaram os contatos políticos para buscar o apoio de outros grupos "para formar Governo".

Nenhuma das alianças políticas obteve as cadeiras suficientes para formar Governo, por isso que será necessário forjar acordos entre os diferentes.

"Trabalharemos para formar o maior bloco (político) no próximo Parlamento", insistiu Maliki.

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