Após impasse, Karzai confirma abertura do Parlamento afegão

O presidente afegão, Hamid Karzai, confirmou que irá abrir o Parlamento na quarta-feira, encerrando um impasse que ameaçava gerar um caos político e abalar suas relações com seus apoiadores ocidentais.

HAMID SHALIZI E JONATHAN BURCH, REUTERS

24 de janeiro de 2011 | 19h01

Uma decisão anterior de Karzai de adiar a abertura do novo Parlamento até meados de fevereiro - cinco meses depois da eleição no país - havia causado uma crise no governo afegão, num momento de agravamento da violência dos insurgentes.

Karzai concedeu um tempo adicional para as investigações a respeito das fraudes generalizadas na eleição de 18 de setembro, que resultou em uma bancada maior para a oposição, e reduziu a representação do grupo étnico pashtun, ao qual pertence o presidente.

Mas os deputados, já frustrados pelos vários meses de adiamento, ameaçavam inaugurar a legislatura com ou sem a presença de Karzai. A ONU, os EUA e outros apoiadores internacionais também manifestaram sua preocupação em uma nota conjunta.

Karzai então recuou, fazendo uma tentativa de acordo para apressar a posse, embora os dois lados tenham continuado durante vários dias a discutir por causa e detalhes - especialmente o status de uma corte eleitoral especial, que desencadeou a crise ao solicitar o adiamento da posse.

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