Após renúncia, premiê palestino deve seguir no cargo-autoridades

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, que havia apresentado sua renúncia ao presidente Mahmoud Abbas seguirá no cargo até que um novo governo seja formado, disseram autoridades palestinas nesta segunda-feira.

REUTERS

30 de março de 2009 | 15h42

O ex-economista do Banco Mundial entregou sua renúncia no dia 7 de março, e deveria vigorar a partir do dia 31 de março, uma iniciativa para ajudar facções palestinas rivais a chegar a um acordo para a formação de um governo interino.

Mas assessores de Abbas disseram que o primeiro-ministro poderia ser convencido a seguir no cargo.

"Estamos esperando o retorno do presidente. Ele (Fayyad) e o governo seguirão até que o presidente decida o que quer fazer", disse à Reuters o ministro da Economia e Telecomunicações, Kamal Hassouni, após reunião semanal do gabinete.

Abbas está no Catar, onde participa de reunião árabe de dois dias, iniciada na segunda-feira. Ele deve retornar à Cisjordânia ocupada esta semana, após o prazo limite de 31 de março.

"O governo poderá seguir por várias semanas ou até mesmo meses", disse um oficial palestino.

Grupos palestinos -- principalmente a Fatah, de Abbas, e seu arquirrival, o grupo militante islâmico Hamas -- devem reiniciar negociações sobre um possível governo de união no dia 1o de abril, no Cairo, após adiar uma rodada de conversas inconclusivas em 19 de março.

(Reportagem de Mohammed Assadi)

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