Após retirada britânica, EUA podem assumir controle de Basra

Eventual saída das tropas do Reino Unido seria vista "quase como uma traição", segundo o The Times

Efe,

05 de setembro de 2007 | 06h36

Os Estados Unidos têm um plano de emergência para o eventual envio de tropas a Basra, no sul do Iraque, se o governo britânico decidir retirar seus militares da região, segundo o general americano Raymond Odierno. Veja também: Bush vê avanços no Iraque e diz ser possível reduzir tropas Petraeus sugere redução de tropas no Iraque em março Em declarações publicadas nesta quarta-feira, 5, pelo jornal The Times, Odierno disse que o Reino Unido ainda tem "missões" pendentes no sul do Iraque e os EUA esperam que elas sejam cumpridas. Mas, se governo britânico decidir retirar do país os seus mais de 5 mil militares, o Exército americano se veria obrigado a enviar suas tropas à região. O general Odierno, número dois das forças dos EUA no Iraque, citou as responsabilidades britânicas no sul do país: manter um quartel-general, treinar os iraquianos, garantir a segurança das linhas de abastecimento ao resto do país e manter uma força de reação rápida, entre outras. Daqui a alguns dias, o general David Petraeus, chefe militar dos EUA no Iraque, deverá entregar ao Congresso americano seu relatório sobre a estratégia da Casa Branca. Segundo o Times, a possibilidade de o Reino Unido retirar as suas tropas não é do agrado do governo americano, exposto a crescentes pressões da opinião pública para repatriar seus soldados. Uma eventual retirada britânica seria vista em Washington "quase como uma traição", escreve o jornal. Odierno disse ainda que há motivos para crer que os cinco reféns britânicos seqüestrados há três meses no Ministério de Finanças iraquiano estejam vivos. Mas não explicou se houve contatos com os seqüestradores. Ele atribuiu o seqüestro a elementos indisciplinados do Exército Mehdi, milícia leal ao clérigo radical Moqtada al-Sadr.

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