Árabes podem poupar Israel em reunião de agência da área nuclear

Os Estados árabes estão sinalizando que pouparão Israel de críticas na próxima reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), na semana que vem, disseram diplomatas nesta quinta-feira.

FREDRIK DAHL, REUTERS

15 Setembro 2011 | 09h27

Dois diplomatas árabes disseram à Reuters que a decisão deve ser encarada como uma "medida de construção de confiança" e um "bom gesto dos Estados árabes" para estimular a desnuclearização do Oriente Médio.

Acredita-se que Israel possua o único arsenal nuclear da região, algo que o Estado judeu não confirma nem desmente. Em 2009 e 2010, os governos árabes aproveitaram a reunião geral internacional da AIEA para propor resoluções conclamando Israel a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Mas dois diplomatas ocidentais disseram ter ouvido nesta semana de colegas árabes que a iniciativa não irá se repetir neste ano. "Se for verdade, obviamente daríamos as boas vindas", disse um deles. Os EUA e seus aliados acham que direcionar críticas contra Israel seria contraproducente.

Um diplomata europeu, no entanto, ressaltou que ainda não houve nenhum anúncio formal sobre o assunto por parte do bloco árabe na AIEA. "Ainda estou um pouco nervoso", disse.

Os EUA, Israel e seus aliados dizem que a maior preocupação no momento seria convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, pois esses países temem que tal atividade leve ao desenvolvimento de armas atômicas. O governo iraniano nega.

Israel é o único país do Oriente Médio fora do TNP. A adesão ao tratado implicaria abrir as instalações nucleares do país a inspeções abrangentes, e renunciar à posse de armas nucleares. O país diz que só aceita aderir se houver um abrangente acordo de paz com seus rivais regionais, incluindo o Irã.

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