Bandar Aldandani/AFP
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Arábia Saudita diz ter evitado atentado em Meca

Cinco pessoas foram presas e um homem-bomba foi encurralado próximo da Grande Mesquita onde se comemorava última sexta-feira do Ramadã

AFP, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2017 | 18h38

RIAD - A Arábia Saudita anunciou neste sábado, 24, ter evitado um atentado contra a Grande Mesquita de Meca na última sexta-feira. Cinco pessoas, incluindo uma mulher, foram presas e um homem-bomba foi encurralado no local, considerado o principal para o islamismo e onde havia milhares de fiéis.

"As forças de segurança frustraram na sexta-feira uma ação terrorista iminente contra segurança da Grande Mesquita e seus fiéis", declarou o porta-voz do ministério do Interior o general Mansur Al-Turki.

Milhares de fiéis estavam na mesquita para celebrar a última sexta-feira do Ramadã, mês de jejum muçulmano. Seis fiéis e cinco policiais ficaram feridos após desabamento parcial de um prédio de três pisos onde estava o homem-bomba, segundo um porta-voz em um comunicado publicado pela agência oficial SPA. 

Entre os feridos, cinco são estrangeiros que moram na Arábia Saudita e faziam uma peregrinação até Meca. Dois fiéis continuam hospitalizados, mas os outros quatro já receberam alta.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, condenou o que chamou de tentativa de "aterrorizar os inocentes." Segundo ele, o homem-bomba fazia parte de um "grupo terrorista" estabelecido em Meca e Jidá, esta última capital econômica do país.

A polícia invadiu o prédio onde o homem-bomba estava encurralado, mas este "infelizmente começou a atirar contra as forças de segurança quando percebeu sua presença, o que levou a uma troca de tiros, e depois explodiu", disse o porta-voz do governo na televisão.

Segundo o porta-voz do governo, o atentado "terrorista" contra o "lugar mais sagrado" do islã foi um plano orquestrado no exterior contra a segurança e a estabilidade" da Arábia Saudita. Ele, porém, não citou nenhum país no discurso.

Ele lembrou, ainda, que nos últimos dois anos foram desmembradas várias células na Meca e seus arredores, que tinham como objetivo "Comprometer a capacidade (das autoridades) do reino em garantir a segurança dos peregrinos".

Alguns países, como Catar e Irã, rivais da Arábia Saudita, condenaram o atentado. Catar prestou solidariedade ao "irmão saudita" em um comunicado do Ministério do Exterior. Já o Irã condenou o ataque e se colocou disposto a "cooperar" na luta contra os "traficantes de morte".

Al Azhar, a principal instituição sunita com sede no Egito, condenou o atentado e disse apoiar a Arábia Saudita "na luta contra o terrorismo até a sua erradicação".

Em menos de um ano, a Arábia Saudita já sofreu dois ataques contra um lugar santo do islamismo. Em julho de 2016, quatro seguranças morreram próximo à mesquita de Mahoma, em Medina, segundo lugar sagrado do islã.

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