Arábia Saudita executa 47 pessoas acusadas de ataques terroristas no país

Maioria das execuções estão relacionadas com ataques que ocorreram entre 2003 e 2006, quando a Al Qaeda realizou uma violenta campanha para desestabilizar o reino árabe sunita

O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2016 | 08h56

A Arábia Saudita executou 47 pessoas condenadas por terrorismo neste sábado, incluindo o clérigo muçulmano xiita al-Nemer Nemer, segundo informou o Ministério do Interior em comunicado.

A maioria das execuções estão relacionadas com ataques terroristas na Arábia Saudita entre 2003 e 2006, quando a Al Qaeda realizou uma violenta campanha para desestabilizar o reino árabe sunita. As execuções foram realizadas em 12 regiões diferentes ao redor do reino, disse o ministério.

Al-Nemer, que participou de protestos antigovernamentais durante os levantes da Primavera Árabe na parte oriental do país, em 2011, foi condenado à morte em outubro de 2014. Ele foi acusado de desobedecer o governante, incitar a luta sectária e de porte de armas contra as forças de segurança, entre outros crimes. A maioria dos outros executados eram sunitas.

A Arábia Saudita realizou mais de 150 execuções em 2015, o número mais alto no reino em duas décadas, de acordo com grupos de vigilância que monitoram a pena de morte. A mídia estatal e também grupos privados de comunicação exibiram, nas últimas semanas, vários documentários narrando os ataques terroristas realizados por militantes da Al Qaeda ao longo da última década, e a resposta do governo. A campanha de mídia pareceu ser um esforço para preparar o público para as execuções.

Numa antecipação às execuções, o órgão de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional disse no mês passado que iria apontar "uma nova queda ultrajante na trajetória da Arábia Saudita". / Dow Jones Newswires.

 

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