Arábia Saudita pede ao Irã para se juntar a consórcio

Proposta daria direito ao país de ter um programa nuclear supervisionado por outros países

EFE

02 de novembro de 2007 | 13h41

A Arábia Saudita pediu ao Irã para aceitar o plano árabe de criar uma fábrica de enriquecimento de urânio para todos os países do Golfo Pérsico que ficaria localizada, no entanto, fora dessa região.  O ministro de Assuntos Exteriores saudita, Saud al-Faiçal, revelou a proposta apresentada a Teerã pelos aliados árabes dos Estados Unidos durante uma reunião com vários meios de imprensa britânicos, entre eles o "Financial Times".   A proposta, que foi apresentada a Teerã há um ano, satisfaria, segundo o político saudita, o direito dessa República islâmica à tecnologia nuclear ao mesmo tempo que ofereceria garantias de que o programa iraniano não seria utilizado para alvos militares.  A oferta do Conselho de Cooperação do Golfo, integrado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Barein, Omã e Kuwait, é conseqüência da decisão desse grupo de estudar a criação de seu próprio programa nuclear de caráter civil.  O ministro de Exteriores saudita disse à imprensa britânica que os iranianos não responderam ainda oficialmente à proposta do Conselho de Cooperação do Golfo.

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