Arábia Saudita pode abrir embaixada em Bagdá em resposta aos EUA

A Arábia Saudita revelou na quarta-feiraque cogita inaugurar uma embaixada em Bagdá, como querem osEstados Unidos. Porém, o país se declarou "perplexo" com ascríticas feitas por um importante diplomata norte-americano queacusou os sauditas de não se empenharem na estabilização doIraque. Em entrevista coletiva junto aos secretáriosnorte-americanos de Estado e Defesa, o chanceler saudita,príncipe Saud Al Faisal, disse também que seu país participariada uma conferência planejada pelos EUA a respeito do OrienteMédio, desde que ela trate de questões significativas. A Arábia Saudita não mantém embaixada em Bagdá desde ainvasão norte-americana de 2003, que derrubou o regime deSaddam Hussein e acabou levando ao poder um grupo de muçulmanosxiitas, aliados do Irã. "Para apoiar o governo do Iraque, decidimos enviar umadelegação para ver como estabelecer nossa embaixada em Bagdá",disse o ministro, sem dar detalhes. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse setratar de um "passo importante", que vinha sendo incentivadopor Washington. Rice e seu colega da Defesa, Robert Gates, estãopercorrendo vários países da região e fizeram uma escala naArábia Saudita para pedir mais apoio do reino ao governoiraquiano. Mas a Arábia Saudita e outros países sunitas esperam que oIraque se empenhe mais na inclusão da sua comunidade sunita noprocesso político e reduza a influência do Irã. A entrevistacoletiva de quarta-feira deixou claros os sinais das diferençasdos sauditas com o Ocidente. Faisal se disse "perplexo" por recentes comentários deZalmay Khalilzad, ex-embaixador dos EUA em Bagdá e atualmenterepresentando Washington na Organização das Nações Unidas(ONU), que acusou Riad de prejudicar os esforços pelaestabilização do Iraque. (Com reportagem de Andrew Hammond e Diala Saadeh)

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