Arcebispo iraquiano seqüestrado é encontrado morto

Corpo de autoridade católica é encontrado em Mossul; Bento XVI se diz profundamente entristecido

Associated Press, REUTERS

13 de março de 2008 | 09h28

Paulos Faraj Rahho, arcebispo católico caldeu no Iraque, seqüestrado no mês passado, foi encontrado morto. A informação é de uma agência de notícias católica italiana, que citou um bispo iraquiano que fez a revelação na quinta-feira, 13.    Veja também Explosão de carro-bomba mata 18 e fere 54 em Bagdá "O arcebispo Rahho está morto. Nós encontramos seu corpo perto de Mosul. Os seqüestradores o haviam enterrado", disse o bispo Shlemon Warduni de Bagdá à SIR, a agência de notícias da Conferência dos Bispos Italianos. Rahho foi sequestrado no dia 29 de fevereiro em Mosul, a 390 quilômetros do Bagdá, depois que atiradores atacaram seu motorista e dois guardas.   O papa Bento XVI lamentou a morte do arcebispo caldeu. Ele qualificou o assassinato como "um ato desumano de violência que ofende a dignidade do ser humano e prejudica a coexistência pacífica do querido povo iraquiano". Numa mensagem de condolências enviada ao líder da Igreja Católica Caldéia no Iraque, cardeal Emmanuel III Delly, Bento XVI manifestou a esperança de que "o trágico evento pelo menos sirva" para ajudar a construir um futuro pacífico para o país árabe.   Os cristãos caldeus representam umas das mais antigas comunidades do Oriente, remontando ao século II. A comunidade caldeia reza na mesma língua que Jesus falava, o aramaico.   No ano passado, o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA constatou que os católicos caldeus compõem uma minoria entre a população do país árabe, mas constituem o maior grupo entre os cerca de 1 milhão de cristãos iraquianos.   Desde a invasão do Iraque, em 2003, os cristãos iraquianos têm sido alvo de extremistas islâmicos, que os qualificam como "cruzados" leias aos soldados americanos. Militantes islâmicos têm atacado padres e negócios de propriedade de cristãos, muitos dos quais fugiram do país.

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