Aspirantes a sucessor de Olmert tentam evitar eleição

Os dois candidatos favoritos àsucessão do premiê israelense, Ehud Olmert, disseram no domingoque podem tentar formar um governo de aliança com partidos dedireita, medida que prejudica as negociações de paz mas evitaeleições adiantadas. O ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, ex-chefe de defesaconhecido pelas duras táticas contra os palestinos, disse que,se for escolhido para a liderança do partido Kadima, formará umgoverno de unidade até novembro. Mofaz é o segundo favorito a ganhar a eleição, atrás daministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni. "Israel nãoprecisa de eleições gerais", disse ela perto de Tel Aviv, emcomentários citados pela mídia israelense. Olmert, abalado por uma série de acusações de corrupção,anunciou na última quarta-feira que vai renunciar assim que seusucessor no Kadima for escolhido. Livni disse em uma entrevista que tentaria forjar umgoverno de coalizão, expressão israelense que significa formaruma aliança entre partidos de esquerda e de direita. "Acredito que há lugar para um governo que represente aunidade de Israel", disse Livni à CNN. Ela também insistiu que ainda está comprometida com o planonorte-americano de obter um acordo de paz com os palestinos atéo começo do ano que vem. Benjamin Netanyahu, líder do partido de direita Likud eex-primeiro-ministro que participaria da aliança, critica oprocesso de paz e deixou o gabinete devido à retirada de Israelde Gaza, em 2005. Livni sabe que pode não conseguir formar um governo. "Issonão depende só do meu desejo, mas também do interesse da outraparte de Israel em fazer isso", disse a ex-agente deinteligência. Olmert nega as acusações contra ele. A polícia suspeita queele tenha recebido suborno de um arrecadador de fundosnorte-americano, além de ter declarado duas vezes gastos comviagens. (Por Allyn Fisher-Ilan)

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