Stringer/AFP Photo
Stringer/AFP Photo

Assad promete continuar ofensiva em Ghouta, na Síria

Presidente da Síria diz que não há contradição entre trégua e operação militar na região, controlada por rebeldes

O Estado de S.Paulo

04 Março 2018 | 21h41

O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, prometeu neste domingo continuar com uma ofensiva militar na região de Ghouta, controlada pelos rebeldes, perto da capital, Damasco. Tropas e milícias aliadas assumiram o controle de vários vilarejos e cidades no maior avanço desde que uma operação em grande escala começou no mês passado na região.

+ Agência de fiscalização investiga supostos ataques com gás cloro em Ghouta Oriental

Falando para um pequeno grupo de repórteres em Damasco, Assad disse que a "pausa humanitária" de cinco horas no leste de Ghouta continuará para permitir que civis que desejam sair da área o façam. "Não há contradição entre a trégua e a operação militar", acrescentou. Assad também negou que o governo sírio tenha realizado ataques com gás tóxico, descrevendo tais relatos como parte do "dicionário de mentiras" dos países ocidentais.

Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que planeja entregar ajuda para um total de 70 mil pessoas na região, começando na segunda-feira, depois de receber aprovação do governo para chegar ao local. Autoridades da ONU haviam dito que a falta de aprovação e consenso entre as partes em conflito e a duração limitada da pausa humanitária ordenada pela Rússia dificultava a entrega de ajuda.

A mídia militar central da Síria disse que as forças governamentais capturaram pelo menos seis vilarejos e cidades perto de Ghouta na investida que começou na noite de sábado. O órgão disse posteriormente que as tropas continuaram o movimento, chegando aos arredores de Mesraba, no centro de Ghouta. Os avanços militares vieram em meio a relatos de deslocamento interno em larga escala à medida que civis fogem das forças governamentais.

+ Turquia ataca forças pró-governo sírio em Afrin e mata 36

As facções rebeldes disseram ter lançado uma contraofensiva neste domingo. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que os rebeldes recuperaram o controle de ao menos uma cidade e que os combates prosseguiam. O Observatório e a Defesa Civil da Síria afirmaram que civis haviam fugido de suas casas por causa das tropas que avançavam, e muitos deles se escondiam em abrigos subterrâneos. /AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.