Assad se diz 'surpreso' por pedido dos EUA para se afastar do Irã

Para presidente sírio, região não precisa que países estrangeiros dêem lições e ensinem história

Agência Estado,

25 de fevereiro de 2010 | 14h10

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse nesta quinta-feira, 25, durante uma coletiva de imprensa conjunta com seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que está "surpreso" com o pedido dos Estados Unidos para que seu país se afaste do Irã.

 

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"Estou surpreso com o pedido para que mantenhamos a distância entre os dois países, quando eles levantam a questão da estabilidade e da paz no Oriente Médio e todos esse outros belos princípios", disse Assad. "Precisamos reforçar ainda mais as relações se o objetivo verdadeiro é a estabilidade. Não queremos que outros nos deem lições sobre a nossa região, sobre a nossa história", completou o presidente.

 

Assad também defendeu o direito do Irã, aliado da Síria, de buscar o enriquecimento de urânio, apesar da ameaça de novas sanções contra Teerã sobre seu controverso programa nuclear. "Impedir que um Estado independente tenha o direito de enriquecer (urânio) é comparável a um novo processo colonialista na região", declarou ele.

 

Ahmadinejad viajou nesta quinta-feira para a Síria com o objetivo de conversar com seus aliados, um dia depois de os Estados Unidos terem pressionado Damasco a se distanciar de Teerã e para que pare de fornecer armas ao Hezbollah. "Enquanto os sionistas fazem ameaças permanentes contra meu país e aos povos da região...a Síria e o Irã devem deliberar sobre o assunto e tomar decisões para confrontar essas ameaças", disse o presidente iraniano antes de deixar Teerã, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

 

A visita de Ahmadinejad acontece depois de o ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, ter dito que Damasco está determinado a ajudar o Irã e o Ocidente a se engajarem num diálogo "construtivo" sobre o programa nuclear iraniano. As informações são da Dow Jones.

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