Assembleia Geral da ONU apoia cessar-fogo em Gaza

Trégua deve levar à retirada israelesen e à entrada sem impedimentos de ajuda em território palestino

Efe,

17 de janeiro de 2009 | 02h50

A Assembleia Geral da ONU apoiou nesta sexta-feira, 16, a chamada a um cessar-fogo imediato em Gaza, que ponha fim ao conflito, leve à retirada das tropas israelenses e à entrada sem impedimentos de ajuda humanitária em território palestino.  Enquanto isso, o governo israelense deve votar neste sábado, 17, uma proposta de cessar-fogo unilateral com o Hamas na Faixa de Gaza, informou o jornal Haaretz nesta sexta-feira. A decisão significa que Israel poderá terminar sua operação militar na região sem um acordo com o Hamas, contando com o apoio dos Estados Unidos e do Egito para combater o contrabando de armas na fronteira.  Veja também:Com apoio dos EUA, Israel vota cessar-fogo no sábadoSem acordo, Hamas ameaça cometer ataques suicidasPara Israel, guerra em Gaza está entrando no 'ato final' Hamas abriu fogo de dentro de prédio da ONU, acusa premiêMinistro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelensesInvasão já deixou US$ 1,4 bilhão em prejuízosConflito em Gaza vira guerrilha urbana Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques      A resolução, adotada após dois dias de debates pela ONU, recebeu o voto positivo de 142 dos 192 membros das Nações Unidas, e o negativo de quatro. Dos participantes, oito se abstiveram. Os quatro votos contra foram de Israel, Nauru, Estados Unidos e Venezuela, este último por considerar que o conteúdo não era suficientemente enérgico, enquanto outros 38 países não registraram voto algum. O texto da assembleia exige o cumprimento da resolução 1.860 adotada em 8 de janeiro pelo Conselho de Segurança, que pede um cessar-fogo imediato, durável e o respeito total à ordem. O texto expressa também o apoio da assembleia às gestões que, desde quarta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, faz no Oriente Médio para conseguir uma cessação das hostilidades. A resolução presta ainda homenagem ao trabalho das agências das Nações Unidas na região. A resolução foi fruto de uma longa negociação entre as delegações dos países árabes e da União Europeia (UE), cujos membros defenderam um texto que refletisse os atuais esforços da ONU para conseguir um cessar-fogo e que evitasse fugir dos parâmetros básicos do texto do Conselho de Segurança. As mudanças introduzidas nessa negociação não foram bem recebidas por um grupo de países que desejavam conteúdos mais duros contra Israel. Por isso, decidiram por um segundo texto, apresentado pelo Equador, o que provocou confusão e tensão entre os presentes. O representante palestino perante a ONU, Riad Mansur, se viu obrigado a intervir para implorar que fossem deixadas de lado as divergências e se submetesse à votação o texto negociado com os europeus. "Não há necessidade de divisões na Assembleia Geral para estabelecer quem é o que mais quer ajudar os palestinos", argumentou. A votação aconteceu depois de dois dias de debate, nos quais as mais de 70 delegações que tomaram a palavra expressaram em sua maioria o apoio a um imediato fim da violência e à negociação de uma solução duradoura para o conflito. Israel questionou a legalidade da reunião convocada e sua embaixadora na ONU, Grabriela Shalev, perguntou, durante seu discurso, onde estaria a condenação da assembleia aos "atos terroristas do Hamas", à Síria por acolher líderes do movimento radical islâmico e ao Irã por facilitar o acesso a foguetes.

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