Assembléia Geral da ONU convoca reunião sobre ataques a Gaza

Conselho de Segurança suspendeu na noite desta quarta reunião que realizava sobre o conflito

Efe,

07 de janeiro de 2009 | 23h30

O presidente da Assembléia Geral da ONU, o nicaragüense Miguel D'Decoto, convocou para esta quinta-feira, 8, uma reunião de emergência no órgão, dada a "inoperância" do Conselho de Segurança (CS) em deter a ofensiva israelense em Gaza. Na noite desta quarta-feira, o Conselho suspendeu a reunião que realizava sobre o conflito, mas afirmou que mantém abertas as negociações para tentar alcançar um acordo. Veja também:Israel e Hamas se reunirão no Egito na quinta, diz embaixadorIsrael ordena retirada de civis e bombardeia o sul de GazaGabinete israelense aprova ampliação de ofensiva em GazaAtaques mataram 205 crianças, dizem palestinos Após trégua humanitária, violência retorna a GazaFrança provoca confusão ao anunciar cessar-fogo Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro Especial traz mapa com principais alvos em Gaza Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Brasileiros que vivem em Gaza não querem sair Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques      "A ONU não pode ser testemunha muda do massacre que está acontecendo em Gaza e deve levantar sua voz para que haja um cessar-fogo imediato e a população civil palestina seja adequadamente protegida", anunciou à Agência Efe o porta-voz de D'Decoto, Enrique Yeves.  No Conselho de Segurança, os 15 membros não conseguiram chegar a um consenso após duas horas de reunião sobre uma declaração presidencial de apoio à trégua proposta pelo Egito e um projeto de resolução patrocinado pela Líbia em nome da Liga Árabe. "Hoje, não há um apoio unânime a nenhum dos dois textos e, para continuar unidos, decidimos seguir as conversas e as negociações", disse o presidente de turno do organismo, o embaixador francês Jean Maurice Ripert, na saída da reunião. Ripert assegurou que os 15 membros expressaram, nos discursos, opiniões similares quanto à gravidade da situação humanitária, à necessidade de um cessar-fogo e a que o Conselho assuma uma atitude unânime. O embaixador americano perante a ONU, Zalmay Khalilzad, destacou que a suspensão das consultas concede um espaço de reflexão aos países árabes que se opõem à declaração apresentada pela França. "Parece a nós que, a esta altura, o melhor é que todos tenhamos a oportunidade de estudar a minuta da declaração", afirmou. Fontes diplomáticas explicaram que a suspensão da reunião também permitirá observar o desenvolvimento dos eventos na região, em particular o resultado dos contatos com o governo israelense para que aceite a proposta egípcia. A proposta inclui disposições para colocar fim ao contrabando de armas em Gaza e evitar o rearmamento do Hamas, depois que acabar o atual conflito, uma das principais preocupações de Israel. Durante a reunião, a França propôs uma declaração presidencial como uma alternativa ao projeto de resolução apresentado pela Líbia, que os Estados Unidos e outros países ocidentais rejeitam por não fazer referência alguma ao movimento islâmico Hamas. O texto elaborado por França, Reino Unido e Estados Unidos estimula todos os agentes envolvidos no conflito a apoiar a proposta anunciada na terça-feira após a reunião do presidente do Egito, Hosni Mubarak, com o da França, Nicolas Sarkozy. Por sua parte, o texto líbio ameaça Israel a cessar as atividades militares, pôr fim ao bloqueio ao qual submete o território palestino e estabelece o envio de observadores em Gaza. Os países da Liga Árabe, que desde segunda-feira têm uma parte de seus ministros de Relações Exteriores em Nova York para forçar o Conselho a deter a ofensiva israelense, asseguraram que a declaração francesa é insuficiente.

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