Assessor de Abbas chama novas colônias de 'bofetada na paz'

Expansão dos assentamentos é uma "violação do direito internacional, diz Saeb Erekat

EFE

01 de junho de 2008 | 14h51

Saeb Erekat, assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou neste domingo, 1, de "bofetada contra o processo de paz" o anúncio israelense de que construirá cerca de 900 novos imóveis em assentamentos de Jerusalém Oriental.   A expansão dos assentamentos é uma "violação do direito internacional, assim como das renovadas obrigações israelenses" no marco do Mapa de Caminho - plano de paz que guia o processo de negociação entre israelenses e palestinos relançado na conferência de paz de Annapolis (EUA) em novembro passado -, disse Erekat em comunicado.   O Ministério da Habitação israelense anunciou hoje sua decisão de autorizar a construção de 763 imóveis no assentamento de Pisgat Ze'ev, no norte de Jerusalém, e outros 121 no de Har Homa, próximo à Belém.   Israel paralisou tanto a construção de novas colônias na Cisjordânia quanto a ampliação do perímetro dos já existentes. No entanto rejeita deter o crescimento nas colônias de Jerusalém Oriental, que considera como "bairros" da cidade assim como qualquer outro na parte ocidental.   "Em Annapolis - lembrou Erekat - Israel se comprometeu a cumprir as obrigações que a primeira fase do Mapa de Caminho impõe - prega o fim de toda atividade nos assentamentos, inclusive o crescimento natural".   Erekat, que além de assessor de Abbas é um dos principais negociadores da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), criticou por sua vez o fato de o anúncio ter chegado na véspera de uma nova reunião entre o presidente palestino e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.   Esta nova licitação foi efetuada por conta do Dia de Jerusalém, no qual Israel lembra a "reunificação" da cidade, ou seja, a ocupação de sua parte leste, de maioria árabe, na Guerra dos Seis Dias de 1967.   A ONG israelense "Shalom Ajshav" (Paz Agora) classificou a decisão de "cravo no caixão do processo de paz de Annapolis". "O único legado que Olmert deixará vai ser a expansão dos assentamentos e a conversão de Jerusalém em um problema sem resolução", declarou à imprensa o secretário-geral da oganização, Yariv Oppenheimer.

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