Assessor nega que visita de Lula leve ultimato ao Irã

De acordo com Marco Aurélio Garcia, o objetivo da viagem é "tentar obter garantias de que o Irã adotará uma postura similar à do Brasil sobre a questão nuclear"

EFE

15 Maio 2010 | 09h03

PARIS - O assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a visita deste fim de semana é tentar persuadir, e não dar um ultimato ao Irã sobre o programa nuclear.

 

"Lula vai ao Irã para discutir e não para dar um ultimato", ressaltou Garcia, em entrevista publicada hoje pelo diário francês "Le Figaro". Segundo ele, não se trata de uma iniciativa ingênua ante a posição firme de Teerã em sua estratégia nuclear.

 

"Os ingênuos são os que quiseram crer que havia armas de destruição em massa no Iraque com as consequências que sabemos", argumentou. "Se nossa mediação funcionar, muito bom. Se não, teremos tentado", continuou.

 

O assessor de Lula reforçou a posição do Brasil contra as sanções e ressaltou a capacidade do presidente, para ele "um homem de negociação".

 

"Não há um eixo Irã-Brasil, mas para nós as sanções são contraproducentes", afirmou.

 

O objetivo da viagem a Teerã é, segundo ele, "tentar obter garantias de que o Irã adotará uma postura similar à do Brasil sobre a questão nuclear".

 

Isso significa, como explicou, aceitar as visitas de controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e "renunciar à produção e à utilização de armas atômicas".

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