Ataque a base dos EUA e explosão matam nove no Iraque

Dois soldados americanos estão entre as vítimas; pelo menos 90 pessoas foram feridas nos dois incidentes

Associated Press e Agência Estado,

11 de outubro de 2007 | 12h21

Uma série de ataques com foguetes e morteiros contra uma importante base militar dos Estados Unidos no Iraque provocou a morte de pelo menos dois soldados e feriu mais 40 pessoas, anunciou o comando militar americano nesta quinta-feira, 11. No norte do país, um carro-bomba matou sete pessoa e feriu outras 50 em um mercado.  Veja também:   Grupos insurgentes formam conselho político no Iraque    ONU pede investigação do assassinato de civis no Iraque   Ocupação do Iraque  O alvo do ataque atribuído a rebeldes foi o Campo Vitória, uma base próxima do aeroporto internacional de Bagdá que abriga o quartel-general dos EUA no Iraque. Segundo o comando militar americano, porém, apenas dois dos 40 feridos eram de outras nacionalidades que não americana nem iraquiana. Não havia mais detalhes imediatamente disponíveis. A maior parte dos soldados estacionados na base é americana, mas há contingentes aliados estrangeiros ali abrigados, apesar de em quantidade bem menor. Bases americanas no Iraque são alvos freqüentes de disparos de foguetes e morteiros, mas o Campo Vitória situa-se numa região privilegiada a oeste de Bagdá que o torna um local difícil de ser atacado, motivo pelo qual ataques com grande número de baixas são raros. Em 11 de setembro deste ano, uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas num ataque de foguetes ao complexo, que abriga antigos palácios de Saddam Hussein atualmente usados como quartel-general americano. Em contrapartida, a Zona Verde - área fortificada de Bagdá que abriga embaixadas como a dos EUA e a da Grã-Bretanha e instituições governamentais iraquianas - é muito mais vulnerável e tem sido palco de uma série de mortíferos ataques ao longo dos últimos meses. Carro-bomba Em Kirkuk, um suicida detonou um carro-bomba num movimentado mercado, matando sete pessoas e ferindo outras 50, a maioria consumidores comprando alimentos para preparar o banquete de Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã. O alvo do ataque num bairro predominantemente curdo de Kirkuk, 290 km ao norte de Bagdá, era um comboio de três veículos policiais levando o chefe da polícia de trânsito da cidade e seus guardas, informou o general da polícia Sarhat Qadir. Três policiais estavam entre os mortos e o chefe, o curdo Salar Faqi Rasheed, foi ferido. A explosão provocou incêndio em sete açougues e mercearias, assim como em três carros. Kirkuk é uma cidade etnicamente dividida entre curdos, árabes e turcomanos, e um referendo para definir seu destino está marcado para ocorrer antes do fim do ano. Os curdos querem anexá-la a três províncias nortistas onde eles desfrutam de autonomia - algo rejeitado por árabes e turcomanos. Kirkuk é o centro da indústria petrolífera do norte do Iraque, com reserva provadas, em 1998, de mais de 10 bilhões de barris. Atualmente, a região produz mais de um milhão de barris por dia, quase metade de toda exportação de petróleo do Iraque.

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