Ataque aéreo dos EUA contra Bagdá deixa ao menos 14 mortos

Ao menos uma mulher morreu e onze casas foram destruídas; bombardeio foi resposta a ataque contra xiitas

HAIDER SALAHADDIN, REUTERS

06 de setembro de 2007 | 13h23

Ataques aéreos realizados pelos EUA em umbairro xiita de Bagdá mataram ao menos 14 pessoas, entre asquais uma mulher, e destruíram 11 casas, disseram a polícia emoradores da região na quinta-feira. As Forças Armadas dos EUA afirmaram que forças especiais dopaís requisitaram o bombardeio depois de terem sido atacadaspor homens armados postados no teto de casas durante umaoperação contra militantes xiitas acusados de matarem policiaise sunitas. Segundo os militares norte-americanos, os soldados, queagiam ao lado de forças especiais do Iraque, instruíram asaeronaves a dispararem contra duas construções nas quais oshomens armados haviam se refugiado. Duas outras construçõesteriam sofrido alguns danos. "Os extremistas xiitas que perseguíamos integram uma célulaterrorista responsável por atacar a polícia local e por montarpostos de controle ilegais a fim de intimidarem, extorquirem eassassinarem cidadãos da área. Essas pessoas também realizamexecuções extrajudiciais de sunitas", afirmaram os militares emum comunicado. O comunicado não disse quantos militantes ou quantos civisforam mortos nos ataques aéreos. As forças dos EUA e do Iraque intensificaram as açõescontra as células de militantes xiitas presentes em Bagdá comoparte de uma operação maior para conter a violência sectáriaresponsável por matar dezenas de milhares de iraquianos. Comandantes militares norte-americanos e o presidente dosEUA, George W. Bush, disseram nesta semana que a ofensiva desete meses havia tornado o Iraque um local mais seguro. No ataque aéreo mais recente, contra o empobrecido bairroxiita de Washash, 14 pessoas morreram e nove ficaram feridas,disseram membros da polícia. A operação militar aconteceu nasprimeiras horas da quinta-feira. Imagens da Reuters Television mostraram ao menos 11construções com buracos ou completamente destruídas nas trêsruas atingidas pelos bombardeios realizados contra esse bairrodensamente povoado e onde, segundo se sabe, atuam membros damilícia fiel ao clérigo anti-EUA Moqtada al-Sadr. Um funcionário da Reuters viu moradores retirarem o corpode uma mulher de dentro do que restou de uma casa. "Isso é uma catástrofe. Retiramos 24 corpos dos destroços",afirmou uma autoridade do escritório de Sadr em Washash. Aautoridade não quis ter sua identidade revelada. (Com reportagem adicional da Reuters Television, WisamMohammed e Ross Colvin em Bagdá)

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