Ataque ao Irã é 'inevitável', diz vice-premiê israelense

Para Shaul Mofaz, Ahmadinejad, que disse que Israel seria 'varrido do mapa', 'desaparecerá antes de Israel'

Reuters e Associated Press

06 de junho de 2008 | 08h50

Um ataque israelense contra territórios iranianos parece "inevitável", dado o aparente fracasso das sanções que tentavam impedir que o Irã tivesse acesso a tecnologia para fabricação de bombas nucleares, disse nesta sexta-feira, 6, o vice-primeiro-ministro israelense, Shaul Mofaz."Se o Irã mantiver seu plano de desenvolver armas nucleares, nós o atacaremos", declarou o vice-primeiro-ministro, que também chefia o Ministério dos Transportes e da Segurança Rodoviária, citado na edição do diário israelense Yediot Ahronot.Esta é a ameaça mais explícita já feita ao Irã por um membro do governo de Olmert que, assim como a administração do presidente americano George W. Bush, tem indicado que o uso da força pode ser considerado um último recurso caso as sanções da ONU não dêem certo. O Irã, que nega o objetivo de construir armas nucleares, desafia a pressão ocidental para abandonar seus projetos de enriquecimento de urânio. Os líderes de Teerã também ameaçaram retaliar Israel - acredita-se que o país seja o único país do Oriente Médio a ter um arsenal atômico - e alvos dos Estados Unidos no golfo, caso estes ataquem o Irã. Em entrevista, Mofaz afirmou ainda que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que disse que Israel seria "varrido do mapa", "desaparecerá antes de Israel". Os comentários de Mofaz vêm no momento em que ele e vários outros membros do partido de Olmert, o Kadima, se preparam para uma corrida ao poder, caso um escândalo de corrupção tire Olmert de seu cargo. Mofaz, que nasceu no Irã, é vice-premiê, membro do gabinete de segurança de Olmert e lidera conversas sobre coordenação estratégica com o departamento de Estado americano. Ele ambiciona ainda substituir o primeiro-ministro Ehud Olmert na liderança do Partido Kadima por conta da crise política.Em 1981, Israel mandou aviões de guerra para destruir um reator nuclear iraniano. Um vôo semelhante foi feito por Israel sobre a Síria, em setembro, a fim de avistar o que os Estados Unidos acreditavam ser um novo reator nuclear construído com ajuda norte-coreana. A Síria negou ter este tipo de equipamento. Analistas independentes perguntam, no entanto, se as forças armadas de Israel são capazes de enfrentar o Irã sozinhas, já que são várias as instalações nucleares no país, além de distantes e bem protegidas.

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