Ataque com mísseis mata seis em escola no Paquistão

Entre os mortos há três estrangeiros e três moradores de uma tribo do Waziristão do Sul

Reuters e Efe,

28 de julho de 2008 | 02h00

Pelo menos seis pessoas, incluindo três militantes islâmicos, morreram em um suposto ataque americano com mísseis a uma escola religiosa nesta segunda-feira, 28, em uma região do Paquistão conhecida como um refúgio da Al-Qaeda.  O ataque aconteceu próximo a vila de Azam Warsak no Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. "Pelo menos três mísseis atingiram uma escola islâmica por volta das 4 horas (hora local), matando seis pessoas e ferindo três", informou um oficial da inteligência da região. Outro oficial, que não quis se identificar, disse que entre os mortos há três estrangeiros e três moradores locais. Moradores disseram ter ouvido o som de uma aeronave, o que pode sugerir que o míssil foi lançado por algum aparelho americano. "Não sabemos se era um míssil ou um ataque com foguetes ou uma explosão de bomba", disse o porta-voz militar major-general Athar Abbas. "As Forças de Coalizão não nos informaram sobre nenhum ataque", acrescentou. Funcionários locais citados pela emissora de TV  Geo informaram que já foi iniciada uma investigação para apurar o ataque. No dia 14 de maio, 13 pessoas morreram em um ataque similar perpetrado na região tribal de Bajaur, que destruiu uma casa, uma mesquita vizinha e uma casa de hóspedes. Nos últimos meses, os comandantes das forças militares dos Estados Unidos no Afeganistão informaram sobre a possibilidade de atacar alvos nas zonas fronteiriças do Paquistão. Segundo vários funcionários, o objetivo era bombardear com artilharia do Afeganistão as zonas fronteiriças do Paquistão, atacar pontos estratégicos com mísseis lançados de aviões teleguiados ou intervir com unidades de elite da CIA. Os serviços secretos americanos acreditam que as áreas tribais paquistaneses são para a Al-Qaeda e os talebans um santuário de onde podem planejar ataques terroristas. As áreas tribais, que jamais ficaram sob completo controle do Governo do Paquistão, serviram de refúgio para muitos simpatizantes dos talebans e da Al-Qaeda após a queda do regime fundamentalista do Afeganistão, no final de 2001.  O primeiro-ministro paquistanês Yousaf Raza Gilani encontra-se em Washington nesta segunda-feira, e irá se reunir com o presidente George W. Bush para tratar da luta contra o terrorismo.Atualizado às 3h40

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